Policiais entregam cargos de chefia e podem parar nesta sexta

Atendendo a uma sugestão do Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol), alguns agentes entregaram, na manhã desta quinta-feira, os cargos de chefia e com gratificação; medida faz parte da mobilização da categoria por reajuste no piso salarial; eles pedem que seja implantado o piso de nível superior, que é de R$ 3.700; e nesta sexta-feira (24) está marcada uma paralisação

Atendendo a uma sugestão do Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol), alguns agentes entregaram, na manhã desta quinta-feira, os cargos de chefia e com gratificação; medida faz parte da mobilização da categoria por reajuste no piso salarial; eles pedem que seja implantado o piso de nível superior, que é de R$ 3.700; e nesta sexta-feira (24) está marcada uma paralisação
Atendendo a uma sugestão do Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol), alguns agentes entregaram, na manhã desta quinta-feira, os cargos de chefia e com gratificação; medida faz parte da mobilização da categoria por reajuste no piso salarial; eles pedem que seja implantado o piso de nível superior, que é de R$ 3.700; e nesta sexta-feira (24) está marcada uma paralisação (Foto: Voney Malta)

Alagoas 247 - Atendendo a uma sugestão do Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol), alguns agentes entregaram, na manhã desta quinta-feira (23), os cargos de chefia e com gratificação. Eles compareceram à Delegacia Geral de Polícia Civil, em Jacarecica, para tomar esta medida, que faz parte da mobilização da categoria por reajuste no piso salarial; está marcada uma paralisação dos policiais civis para ser iniciada nesta sexta-feira (23)

O vice-diretor jurídico do Sindpol, Ricardo Nazário, diz esperar uma adesão de 100% na paralisação. "Hoje, vamos entregar esses cargos e a partir de amanhã as delegacias já estarão sem chefes de operação e de cartório. Todas as delegacias têm pelo menos um chefe de operações e esperamos que todos entreguem", comenta.

Ele explica que os chefes de operações fazem o comando da delegacia junto com o delegado e são responsáveis pelas escalas, pela operacionalidade da delegacia e também vão para apuração de crimes na rua. Sem eles, o comando ficará todo na responsabilidade do delegado.

O Sindpol garante que, com a greve, vão ser mantidos os 30% dos serviços, mas os policiais ficarão responsáveis por guarda de preso, segurança dos prédios da Polícia Civil e dos inquéritos. Há possibilidade de que os demais serviços fiquem comprometidos.

A greve dos policiais engloba agentes e escrivães, o que dá um total de 1.800 servidores. O diretor do Sindpol não sabe, ao certo, quantos são os cargos de chefia e com gratificação. Sobre a declaração do governador, de que o Estado só concederia aumento a todos os servidores, Ricardo Nazário disse que a afirmação seria "mais uma mentira".

Decisão final

Nesta sexta-feira, haverá uma assembleia geral da categoria, a partir das 8h, no auditório do Sindicato dos Bancários, e o sindicato espera que, até lá, o governo adote uma outra postura. De acordo com os policiais, a intenção não é entrar em greve, mas resolver as demandas.

Eles pedem que seja implantado o piso de nível superior, que é de R$ 3.700. Apesar de terem nível superior, atualmente, eles ganham R$ 3.062, menos que um militar de nível médio, segundo o Sindpol.

"É mentira!"

De acordo com os sindicalistas, uma proposta para pagamento do valor em duas vezes, em março de 2017 e de 2018, estava sendo acertada, mas o novo secretário de Planejamento, Fabrício Marques, teria retirado a oferta e agora quer pagar em uma vez, no caso, em dezembro de 2018, passando a valer a partir de janeiro de 2019.

"Não sabemos nem se o governador vai se eleger, então como ele oferece algo para pagar em 2019? A categoria rejeitou isso e decidiu pela greve. Nosso salário é o terceiro pior do Brasil. O governo tem que entender que a polícia civil é um elo da segurança pública e não dá pra fazer segurança com a polícia civil desmotivada", afirmou Nazário.

"Quando deflagramos greve da outra vez, ele também falou isso e pediu que nós voltássemos. Mas, o que aconteceu foi que ele deu aumento para o Detran, para os agentes penitenciários, para os professores da Uneal e nós ficamos de fora, não ganhamos nada. Parece até que o governador tem alguma coisa contra a Polícia Civil, só pode", completa.

Já com relação à declaração de que eles teriam recebido aumentos durante o governo Renan Filho, ele também desmentiu. "É uma mentira também a valorização. O que aconteceu foi que no final do governo Téo conseguimos a implantação do plano de cargos e carreiras. No final do mandato, ele implementou e o governo novo ia voltar atrás na lei? Ele só continuou a implantação e está dizendo que ele fez alguma coisa", comenta.

Ontem, em entrevista coletiva para apresentar o plano de policiamento durante o Carnaval, o secretário de Segurança Pública Lima Júnior afirmou que a mesa de negociação com a categoria está aberta e que, caso os policiais civis decidam mesmo deflagrar a greve, haverá mudanças no planejamento apresentado inicialmente para o carnaval.

Com gazetaweb.com

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