Porto Alegre fecha 2017 com aumento no desemprego e queda nos rendimentos

Segundo dados da Pesquisa de Emprego e Desemprego na Região Metropolitana de Porto Alegre (PED-RMPA), em 2017, a taxa de desemprego aumentou para 11,2% da população economicamente ativa, frente aos 10,7% do ano anterior; no ano passado, o rendimento médio do trabalho na região metropolitana apresentou queda de 3,7% para os ocupados e 1,1% para os assalariados

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desemprego (Foto: Charles Nisz)

Sul 21 - O informe anual da Pesquisa de Emprego e Desemprego na Região Metropolitana de Porto Alegre (PED-RMPA) foi apresentado nesta quarta-feira (31), na Fundação de Economia e Estatística (FEE). Segundo dados da pesquisa, crescimento da taxa de desemprego, a retração do nível ocupacional e a diminuição de 59 mil pessoas ocupadas são alguns dos fatos que caracterizaram o mercado de trabalho na região metropolitana em 2017. Esta pesquisa registrou o menor nível histórico de taxa de participação, que diminuiu de 53,1% em 2016 para 51,5% em 2017.

Em 2017, a taxa de desemprego total aumentou para 11,2% da população economicamente ativa, frente aos 10,7% do ano anterior. O contingente de desempregados teve pequeno acréscimo de 3 mil pessoas, sendo estimado em 205 mil indivíduos. Para Iracema Castelo Branco, pesquisadora da FEE, esse número é resultante da redução do nível ocupacional, que foi superior à saída de pessoas do mercado de trabalho.

Os dados também apontam que o nível de ocupação na região continua diminuindo, com uma estimativa de 1.628 mil trabalhadores no ano passado, uma redução de 58 mil pessoas, ou -3,4%. Esse é o quarto ano consecutivo de retração no contingente de ocupados. Segundo a posição na ocupação, a retração do nível ocupacional deveu-se à diminuição do emprego assalariado, menos 58 mil, ou -4,9%, determinada pela redução no setor privado, menos 30 mil, ou -3,0%, e no setor público, menos 28 mil, ou -14,5%. Houve retração do assalariamento com carteira assinada, menos 21 mil, ou -2,3%, pelo segundo ano consecutivo no setor privado, e do sem carteira assinada, menos 9 mil, ou -9,7%.

Houve um aumento entre os trabalhadores autônomos, mais 9 mil, ou 3,9%, e empregados domésticos, mais 5 mil, ou 5,4%, além de redução para a opção que inclui empregadores, donos de negócio familiar, trabalhadores familiares sem remuneração, profissionais liberais, etc, com menos 14 mil, ou -7,9%.

Nos principais setores de atividade econômica houve grande redução no de serviços, menos 73 mil, ou -7,7%. Os outros setores apresentaram acréscimos em seus níveis ocupacionais. A indústria de transformação teve mais 4 mil, ou 1,5%, a construção mais 2 mil, ou 1,7%, a reparação de veículos automotores e motocicletas mais 7 mil, ou 2,1%.

No ano passado, o rendimento médio real do trabalho na região metropolitana apresentou queda para os ocupados, -3,7%, e para os assalariados, -1,1%. O rendimento médio real passou a corresponder a R$ 1.900, e o salário médio real a R$ 1.910. Ainda houve redução, pelo quarto ano consecutivo, da massa de rendimentos reais dos ocupados, -7,0%, e dos assalariados, -6,0%.

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