PP confirma que Ana Amélia não disputará o Piratini, mas partido quer candidatura própria

O PP confirmou, por meio de nota assinada pelo presidente estadual do partido, Celso Bernardi, que a senadora Ana Amélia Lemos não será candidata ao governo do Estado em 2018, mas sim concorrerá à reeleição; no entanto, a nota diz que o partido terá como prioridade ter candidatura própria ao Piratini, e não indicar nome para ser vice em uma chapa ao lado de PSDB ou do próprio governador José Ivo Sartori (PMDB); Bernardi salienta que o PP já está dialogando com os partidos que formam a base do governo Sartori (PMDB, PSDB, PSD e PSB) e com outras legendas com proximidade ideológica (PTB, DEM, PRB e SD) para compor chapas majoritárias e proporcionais

Plenário do Senado durante sessão não deliberativa.

Em pronunciamento, senadora Ana Amélia (PP-RS).

Foto: Moreira Mariz/Agência Senado
Plenário do Senado durante sessão não deliberativa. Em pronunciamento, senadora Ana Amélia (PP-RS). Foto: Moreira Mariz/Agência Senado (Foto: Leonardo Lucena)

Luís Eduardo Gomes, Sul 21 - O PP confirmou na manhã desta segunda-feira (19), por meio de nota assinada pelo presidente estadual do partido, Celso Bernardi, que a senadora Ana Amélia Lemos não será candidata ao governo do Estado em 2018, mas sim concorrerá à reeleição. No entanto, a nota diz que o partido terá como prioridade ter candidatura própria ao Piratini, e não indicar nome para ser vice em uma chapa ao lado de PSDB ou do próprio governador José Ivo Sartori (PMDB).

Bernardi salienta que o PP já está dialogando com os partidos que formam a base do governo Sartori (PMDB, PSDB, PSD e PSB) e com outras legendas com proximidade ideológica (PTB, DEM, PRB e SD) para compor chapas majoritárias e proporcionais para as eleições de 2018.

Notícias veiculadas na imprensa apontavam que o PP poderia coligar-se ao PSDB, com o ex-prefeito de Pelotas Eduardo Leite (PSDB) como cabeça da chapa. Outra alternativa seria apoiar a reeleição de Sartori, uma vez que o PP, além do PMDB do governador, é o principal partido da base aliada.

Em conversa com o Sul21 nesta tarde, Bernardi negou que a situação da política nacional, em especial as denúncias contra o senador Aécio Neves (PSDB), diminuam a possibilidade de formação de chapa com os tucanos, como foi veiculado pelo Correio do Povo. Segundo ele, as relações com o PSDB “são as melhores” e “não há nenhum impedimento”, acrescentando que o impedimento que há para apoiar Leite é justamente o fato de o partido, neste momento, preferir ter candidatura própria.

Ele ponderou que o caminho é natural, uma vez que o partido indicou candidatos em seis das últimas nove eleições. Caso isso se confirme, de fato, o PP deve deixar o governo. “Se tiver candidatura própria, evidente que vamos deixar o governo”, afirmou.

Bernardi falou que há uma série de nomes cotados dentro do partido para disputar o Piratini, como os deputados estaduais Silvana Covatti, Frederico Antunes, o secretário estadual de Transportes, Pedro Westphalen, a presidente da Federasul, Simone Leite, o prefeito de Bento Gonçalves, Guilherme Pasin, entre outros. Segundo ele, a ideia é que a base do partido seja consultada e até o final do ano e um nome seja definido.

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