Prefeito de Osasco demite servidores contrários a Doria e apoia censura a peça teatral

O prefeito de Osasco, Rogério Lins (Podemos), demitiu três funcionários que criticaram a concessão do título de Cidadão Osasquense ao prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB); além disso, o prefeito Lins está irritado com o secretário de Cultura de Osasco, Gustavo Anitelli, por uma peça de teatro que mostra policiais militares vestidos de mulher - o prefeito quer demitir Anitelli para aplacar a ira dos vereadores da bancada evangélca 

O prefeito de Osasco, Rogério Lins (Podemos), demitiu três funcionários que criticaram a concessão do título de Cidadão Osasquense ao prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB); além disso, o prefeito Lins está irritado com o secretário de Cultura de Osasco, Gustavo Anitelli, por uma peça de teatro que mostra policiais militares vestidos de mulher - o prefeito quer demitir Anitelli para aplacar a ira dos vereadores da bancada evangélca 
O prefeito de Osasco, Rogério Lins (Podemos), demitiu três funcionários que criticaram a concessão do título de Cidadão Osasquense ao prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB); além disso, o prefeito Lins está irritado com o secretário de Cultura de Osasco, Gustavo Anitelli, por uma peça de teatro que mostra policiais militares vestidos de mulher - o prefeito quer demitir Anitelli para aplacar a ira dos vereadores da bancada evangélca  (Foto: Charles Nisz)

Portal Região Oeste - O prefeito de Osasco, Rogério Lins (PODEMOS), demitiu três servidores da Secretaria de Habitação do município que protestaram contra a entrega do título de Cidadão Osasquense ao prefeito de São Paulo, João Dória, no dia 9 de outubro. A cerimônia aconteceu na Câmara de Osasco, no período noturno, fora do horário de expediente.

Dezenas de manifestantes estiveram na Câmara para protestar. A maioria mostrava-se descontentes com o uso de dinheiro público para homenagear uma pessoa que não tem vínculos com a cidade. O prefeito foi recebido com ovos e aos gritos de "fora, Doria". A confusão cresceu e até um jato de spray de pimenta foi disparado contra os manifestantes que estavam no hall de entrada da Câmara. Doria só conseguiu deixar a Casa Legislativa cercado por seguranças.

Para justificar as demissões, Lins teria alegado que os funcionários desrespeitaram o prefeito da Capital. Além disso, teria dito ainda que servidores, mesmo fora do horário de trabalho, não podem participar de manifestação dessa natureza.

Censura

Agora, Lins ameaça demitir o Secretário de Cultura de Osasco, Gustavo Anitelli, para aplacar a fúria de uma parte dos evangélicos da cidade que considera a gestão da secretaria um atentado à família e aos bons costumes. O líder do prefeito na Câmara, vereador Ribamar Silva (PRP), – que é evangélico – disparou contra o secretário por conta de um panfleto elaborado pelo setorial de artes visuais e grafite, que continha um beijo entre o Batman e o Superman. Disse o líder: "a publicação é coisa de esquerdopata".

O prefeito endossou as palavras do seu líder e teria ficado ainda mais irritado com uma peça teatral apresentada no Calçadão da Rua Antônio Agu, no Centro da cidade, denominada " Blitz, império que nunca dorme". A Câmara aprovou uma moção de repúdio (encabeçada por Ribamar Silva) contra a peça que, segundo alguns parlamentares, "denigre a imagem da Polícia Militar" por mostrar policiais vestidos de mulheres.

"Repudiamos esse secretário. O prefeito precisa tomar uma atitude e dar uma resposta imediata a essa Casa. Esse secretário não representa Osasco", esbravejou Ribamar Silva, que pediu a exoneração de Anitelli.

Já anunciada, uma troca de secretários deve acontecer nas próximas semanas em Osasco. Mesmo com o risco de ser exonerado devido a forte pressão de parte da Câmara e dos evangélicos, Anitelli reafirmou sua posição. "Eu, enquanto Gustavo, gestor público ou produtor artístico posso garantir: censura em Osasco nunca mais".

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