Prefeitura quer retirada de vigília em Santa Maria

A prefeitura de Santa Maria (RS) emitiu uma notificação ao Movimento do Luto à Luta para fazer com que o grupo retire a vigília na praça Saldanha Marinho, que fica no centro do município; a barraca foi montada pela Associação dos Familiares de Vítimas e Sobrevivente da Tragédia de Santa Maria (AVTSM); segundo o Executivo municipal, a ocupação é irregular; porém, o grupo diz que só haverá desocupação à força

A prefeitura de Santa Maria (RS) emitiu uma notificação ao Movimento do Luto à Luta para fazer com que o grupo retire a vigília na praça Saldanha Marinho, que fica no centro do município; a barraca foi montada pela Associação dos Familiares de Vítimas e Sobrevivente da Tragédia de Santa Maria (AVTSM); segundo o Executivo municipal, a ocupação é irregular; porém, o grupo diz que só haverá desocupação à força
A prefeitura de Santa Maria (RS) emitiu uma notificação ao Movimento do Luto à Luta para fazer com que o grupo retire a vigília na praça Saldanha Marinho, que fica no centro do município; a barraca foi montada pela Associação dos Familiares de Vítimas e Sobrevivente da Tragédia de Santa Maria (AVTSM); segundo o Executivo municipal, a ocupação é irregular; porém, o grupo diz que só haverá desocupação à força (Foto: Leonardo Lucena)
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Rio Grande do Sul 247 – A prefeitura de Santa Maria (RS) emitiu na tarde desta quinta-feira (13) uma notificação ao Movimento do Luto à Luta com o objetivo de fazer com que o grupo retire a vigília que mantém desde abril do ano passado na praça Saldanha Marinho, que fica no centro do município. A barraca foi montada pela Associação dos Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria (AVTSM). De acordo com o Executivo municipal, a ocupação é irregular. Na cidade ocorreu a maior tragédia da história do Rio Grande do Sul, em 27 de janeiro de 2013, quando um incêndio na Boate Kiss matou 242 pessoas, a maioria jovens.

Na notificação, a prefeitura determina que o local seja desocupado e desobstruído no prazo de 72 horas. Segundo um dos líderes do grupo, Flávio José da Silva, que perdeu a filha Andrielle no acidente – ela comemorava o aniversário de 22 anos -, a prefeitura autorizou a montagem da barraca por tempo indeterminado, em abril do ano passado. Silva disse que o grupo só sairá do local à força.

"A queda de braço entre a prefeitura e nosso movimento vem se intensificando, à medida em que aumenta a pressão por justiça. Mas agora a solução veio com um ato mesquinho. Se o prefeito quiser pagar o preço por esse ato, que pague" afirmou Silva. As informações são do jornal O Globo.

De acordo com o presidente da AVTSM, Adherbal Ferreira, os argumentos do Poder Municipal são "ridículos". "Tem pelo menos cinco metros de vão entre a barraca e o prédio em frente. Dá para passar um caminhão dos grandes. A decisão de despejar a barraca é política, não tem nada a ver com a lei municipal", declarou.

O secretário de Mobilidade Urbana de Santa Maria, Miguel Passini, disse que a prefeitura autorizou a permanência da barraca por 242 dias, quantidade de vítimas fatais do incêndio. No entanto, de acordo com o dirigente, o acordo foi apenas verbal. Por sua vez, o secretário de Desenvolvimento Urbano, Renato Brunet, "a prefeitura tem poder de polícia. Se não saírem voluntariamente, vamos proceder a retirada sumária".

"A legislação proíbe que se impeça o trânsito livre de pedestres e veículos em locais públicos. Então, estamos apenas cumprindo a lei. Não estou preocupado com prejuízo político, estou cumprindo minha função", disse Brunet.

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