Presidente da CDHM pede providências ao MP sobre ataques de vereador a Rosário

O presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, deputado Paulão (PT-AL), oficiou nesta sexta-feira o procurador-geral de Justiça do Rio Grande do Sul, Marcelo Lemos Dornelles, para tomar providências sobre as 'incitações ao crime' praticadas pelo vereador Clovis Bavaresco, do município de Taquari (RS), contra a deputada Maria do Rosário (PT-RS); os ataques partiram após a deputada e seu marido serem assaltados em frente à sua casa, em Porto Alegre; o vereador pediu que "maltratassem" a deputada e questionou se os criminosos não a "estupraram com violência"

Maria do Rosário
Maria do Rosário (Foto: Romulo Faro)

247 - O presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM), deputado Paulão (PT-AL), oficiou nesta sexta-feira o procurador-geral de Justiça do Rio Grande do Sul, Marcelo Lemos Dornelles, para tomar providências sobre as 'incitações ao crime' praticadas pelo vereador Clovis Bavaresco, do município de Taquari (RS), contra a deputada Maria do Rosário (PT-RS), integrante da CDHM e ex-ministra da Secretaria de Direitos Humanos.

Os ataques partiram após a deputada e seu marido serem vítimas de um assalto em frente à residência onde moram, em Porto Alegre. Devido sua atuação na defesa dos Direitos Humanos, Maria do Rosário teve direcionada a si mensagens do vereador incitando a prática de crimes contra a parlamentar, conforme registrado em redes sociais, exortando que a "maltratassem" e questionando se os criminosos não a "estupraram com violência".

"A deputada Maria do Rosário já foi vítima de injúria e incitação ao crime em 2014, quando o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC/RJ) afirmou, na Câmara e em entrevista a um jornal, que a parlamentar não merecia ser estuprada. A nova investida contra a parlamentar, com conteúdo misógino, confirma que condutas criminosas como essas, partindo de parlamentares, encorajam outras pessoas a cometerem o mesmo crime, devendo serem reprimidas com o vigor correspondente", afirma o deputado Paulão no ofício encaminhado à PGJ-RS.

Ele solicita ainda ao procurador Marcelo Lemos que informe as providências tomadas quanto ao episódio.

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