Presidente do STJ justifica o “injustificável”, diz professora da PUC

A cientista política Vera Chaia critica a posição do ministro João Otávio de Noronha, que relativizou a declaração do deputado Eduardo Bolsonaro sobre fechar o STF; "Eu vivi a ditadura civil-militar enquanto jovem e não imaginava que a gente fosse voltar a uma situação tão precária. Existem diferenças nesta relação, mas acho que, agora, é muito mais complicado, porque existe uma parcela grande da sociedade brasileira que está legitimando e referendando a postura de Jair Bolsonaro, as suas propostas e seu grupo político"

Presidente do STJ justifica o “injustificável”, diz professora da PUC
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Rede Brasil Atual - O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), João Otávio de Noronha, relativizou afirmação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL), filho do candidato a presidente Jair Bolsonaro, sobre "fechar o STF" (Supremo Tribunal Federal) com um "soldado e um cabo".

"Estão exagerando na dimensão do que ele falou", considerou Noronha, nesta segunda-feira (22), segundo reportagem da Agência Brasil – contrariando as críticas dos STF Celso de Mello, Marco Aurélio Mello, Dias Toffolli (presidente da Corte) e Alexandre de Moraes que consideraram antidemocrática.

Para a doutora em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (USP) Vera Lúcia Chaia, a posição do presidente do STJ justifica o "injustificável". Professora do Programa de Estudos Pós-graduados em Ciências Sociais da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e coordenadora do Núcleo de Estudos em Arte, Mídia e Política (Neamp-PUC-SP) Vera avalia, em entrevista aos jornalistas Glauco Faria e Marilu Cabanãs, na Rádio Brasil Atual, que a declaração e a postura da família Bolsonaro sugere desrespeito à ordem pública e às instituições democráticas. E lamenta o apoio que parte da sociedade brasileira tem dado a essas visões.

"Eu vivi a ditadura civil-militar enquanto jovem e não imaginava que a gente fosse voltar a uma situação tão precária. Existem diferenças nesta relação, mas acho que, agora, é muito mais complicado, porque existe uma parcela grande da sociedade brasileira que está legitimando e referendando a postura de Jair Bolsonaro, as suas propostas e seu grupo político", criticou a cientista política.

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