Prisão do homem-forte da Norte-Sul alarma Brasília

À frente da construção da Ferrovia Norte-Sul, José Francisco das Neves, do PR, montou um patrimônio milionário em Goiás; nomeado no governo Lula e demitido por Dilma, “Juquinha”, como ele é conhecido, era um dos principais arrecadadores de caixa dois eleitoral do País e fez seu próprio pé de meia

Prisão do homem-forte da Norte-Sul alarma Brasília
Prisão do homem-forte da Norte-Sul alarma Brasília (Foto: Folhapress_Divulgação)
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247 – Uma nova operação da Polícia Federal colocou em alerta as autoridades em Brasília. Nesta manhã, foi cumprido mandado de prisão contra José Francisco das Neves, ex-presidente da Valec Engenharia, sua mulher e dois filhos. A Valec é ligada ao Ministério dos Transportes e toca projetos gigantescos, como a Ferrovia Norte-Sul, do Maranhão a Goiás, e o trem-bala.

Ligado ao PR, “Juquinha”, como ele é conhecido, foi nomeado pelo presidente Lula e demitido por Dilma, na época da demissão do ex-ministro Alfredo Nascimento. Na operação, além das prisões, estão sendo apreendidas três mansões no condomínio Alphaville, em Goiânia, avaliadas em R$ 10 milhões. Mas isso é apenas parte do seu patrimônio. “Juquinha” também comprou algumas das maiores fazendas do estado de Goiás, um dos principais polos da pecuária no Brasil.

Sua prisão pode ter impacto, inclusive, na CPI do caso Cachoeira, pois, nesta quinta-feira está sendo votada a convocação de Luiz Antônio Pagot, ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes. Demitido na mesma leva que derrubou Alfredo Nascimento e “Juquinha”, Pagot disse que o PR arrecadou recursos para a campanha presidencial de 2010.

Superfaturamento

A Valec esteve envolvida em diversos episódios de superfaturamento, na construção de trechos ferroviários. No ano passado, o deputado Júlio Delgado (PSB/MG) questionou o Ministério dos Transportes sobre a construção de trechos com custo de R$ 16 milhões por quilômetro em Juiz de Fora, Minas Gerais.

Recentemente, “Juquinha” adquiriu fazendas avaliadas em mais de R$ 30 milhões, pagando em dinheiro vivo, que foram colocadas em nome da esposa Marivone e dos filhos.

De acordo com o procurador Hélio Telho, do Ministério Público Federal de Goiás, “pela primeira vez o patrimônio de um político que enriqueceu no exercício do cargo é objeto de investigação criminal”.

Além de Alfredo Nascimento, “Juquinha” tinha como um de seus principais padrinhos políticos o sempre presente Valdemar Costa Neto (PR-SP).

Leia aqui matéria sobre a operação publicada no site do Ministério Público de Goiás, com os nomes de todos os envolvidos.

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