Pró-Redes: oposição perde, de vez, rumo e bom-senso

Atrasos na tramitação do Proinveste (no ano passado) e do Pró-Redes se revelam como estratégia desastrada da oposição; mas porque insistem no erro?; o deputado estadual João Daniel, do PT, tem uma resposta para esta questão, que soa plausível: "Parece que o grupo do senador Eduardo Amorim, na Assembleia de Sergipe, já sente que ele vai perder a disputa pelo governo do Estado e, por isso, provoca o atraso à votação do Pró-Redes, como se fosse uma espécie de vingança antecipada”; ou será que a oposição confia na curta memória do povo ou avalia que estes temas não pautarão o debate eleitoral?

Atrasos na tramitação do Proinveste (no ano passado) e do Pró-Redes se revelam como estratégia desastrada da oposição; mas porque insistem no erro?; o deputado estadual João Daniel, do PT, tem uma resposta para esta questão, que soa plausível: "Parece que o grupo do senador Eduardo Amorim, na Assembleia de Sergipe, já sente que ele vai perder a disputa pelo governo do Estado e, por isso, provoca o atraso à votação do Pró-Redes, como se fosse uma espécie de vingança antecipada”; ou será que a oposição confia na curta memória do povo ou avalia que estes temas não pautarão o debate eleitoral?
Atrasos na tramitação do Proinveste (no ano passado) e do Pró-Redes se revelam como estratégia desastrada da oposição; mas porque insistem no erro?; o deputado estadual João Daniel, do PT, tem uma resposta para esta questão, que soa plausível: "Parece que o grupo do senador Eduardo Amorim, na Assembleia de Sergipe, já sente que ele vai perder a disputa pelo governo do Estado e, por isso, provoca o atraso à votação do Pró-Redes, como se fosse uma espécie de vingança antecipada”; ou será que a oposição confia na curta memória do povo ou avalia que estes temas não pautarão o debate eleitoral? (Foto: Valter Lima)

Valter Lima, do Sergipe 247 - A oposição, que é liderada no Estado pelo senador Eduardo Amorim (PSC), enfrentou imenso desgaste entre o final de 2012 e início do ano passado, ao negar, inicialmente, a aprovação do Proinveste, programa de R$ 727 milhões para investimento em infraestrutura. Após um longo período de negociação, o quadro se alterou e o empréstimo foi aprovado.

Agora, com o Pró-Redes, projeto que destina R$ 250 milhões para a saúde pública, a situação se repete. A proposta já está há quase nove meses na Assembleia Legislativa e só caminha, a passos muito lentos, por causa de uma decisão judicial. Em tal conjuntura, cabe um questionamento: porque a oposição, mesmo diante de tanta repercussão negativa, prefere atrasar o Pró-Redes? A deterioração na imagem que sofreu durante o Proinveste não serviu de lição?

O deputado estadual João Daniel, do PT, tem uma resposta para esta questão, que soa plausível: "Parece que o grupo do senador Eduardo Amorim, na Assembleia de Sergipe, já sente que ele vai perder a disputa pelo governo do Estado e, por isso, provoca o atraso à votação do Pró-Redes, como se fosse uma espécie de vingança antecipada”. Para o petista, "os seguidores de Amorim demonstram um ar de desespero acobertado por gestos de descaso com a saúde pública de Sergipe".

Claro que esta é uma avaliação de um adversário, mas o quadro que se desenha diariamente no parlamento estadual, com a presidente da Casa, a deputada estadual Angélica Guimarães (PSC), e seus aliados dificultando a tramitação do projeto, confirma tal tese.

Ou pode ser que a real assertiva que a oposição faz de si própria seja ainda mais grave. Confiantes no discurso que propagam pelo Estado, os adversários do governo podem estar convencidos de que o desgaste por travar Proinveste e Pró-Redes não lhe seja imputado de forma tão intensa quanto parece. Ou ainda é provável que creiam na curta memória do povo e avaliem que até o dia da eleição, no início de outubro, este assunto terá sido esquecido. 

Concretamente, a ação da oposição contra o Pró-Redes perde, com o passar do tempo, apoio no meio político. Hoje, já são 15 deputados (de um total de 24) favoráveis ao programa e dispostos a aprová-lo assim que chegar ao plenário. Por isso, Angélica e os líderes das comissões travam a tramitação ao máximo, ignorando o pedido de urgência já aprovado pela maioria dos parlamentares.

Os deputados mais leais a Amorim, a começar por Angélica Guimarães e passando por Venâncio Fonseca (PP), Antônio dos Santos (PSC), Zeca da Silva (PSC), Gilson Andrade (PTC), Gilmar Carvalho (SDD) e Samuel Alves (PSL), criam todo tipo de complicação para empurrar o projeto para uma votação distante do prazo final exigido pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que era o dia 11 de abril.

Uma viagem para um casamento, uma consulta odontológica de última hora e o uso manipulado do regimento interno da Casa são alguns dos recursos já utilizados pela oposição para paralisar a tramitação do Pró-Redes, que ainda falta passar pelas comissões de Finanças e de Saúde, para só depois entrar na pauta do plenário. Até lá, o jogo político-eleitoral continuará falando mais alto.

Resta saber, no entanto, se os políticos que hoje agem contra o projeto estão realmente conscientes do peso que este assunto terá no período da campanha eleitoral. 

  

Conheça a TV 247

Ao vivo na TV 247 Youtube 247