Procurador-geral pede prisão de juiz acusado de venda de sentenças

O procurador-geral de Justiça de Alagoas, Alfredo Gaspar de Mendonça Neto, solicitou a prisão do juiz Léo Denisson Bezerra de Almeida, que está afastado do cargo desde 2016, por decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ); o magistrado é acusado de negociar propina no valor de R$ 200 mil para soltar um preso; o juiz também é suspeito de receber R$ 50 mil mensais para beneficiar o então prefeito do município de Marechal Deodoro

O procurador-geral de Justiça de Alagoas, Alfredo Gaspar de Mendonça Neto, solicitou a prisão do juiz Léo Denisson Bezerra de Almeida, que está afastado do cargo desde 2016, por decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ); o magistrado é acusado de negociar propina no valor de R$ 200 mil para soltar um preso; o juiz também é suspeito de receber R$ 50 mil mensais para beneficiar o então prefeito do município de Marechal Deodoro
O procurador-geral de Justiça de Alagoas, Alfredo Gaspar de Mendonça Neto, solicitou a prisão do juiz Léo Denisson Bezerra de Almeida, que está afastado do cargo desde 2016, por decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ); o magistrado é acusado de negociar propina no valor de R$ 200 mil para soltar um preso; o juiz também é suspeito de receber R$ 50 mil mensais para beneficiar o então prefeito do município de Marechal Deodoro (Foto: Voney Malta)

Alagoas 247 - O procurador-geral de Justiça de Alagoas, Alfredo Gaspar de Mendonça Neto, solicitou, na última segunda-feira, 30 de janeiro, a prisão do juiz Léo Denisson Bezerra de Almeida. Afastado das suas funções em novembro de 2016, pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o magistrado titular da Comarca de Marechal Deodoro é acusado de negociar propina no valor de R$ 200 mil para soltar um preso. Durante as investigações, iniciadas pela Polícia Federal em 2015, o juiz também tornou-se suspeito de receber R$ 50 mil mensais para beneficiar o então prefeito do município, Cristiano Matheus, conforme relata a ministra do CNJ, Nancy Andrichi, em seu voto acatado por unanimidade pela abertura de Processo Administrativo contra o magistrado.

De acordo com ela, “no curso de tais investigações, a PF/AL colheu depoimento de testemunha que afirmou ser o juiz Léo Denisson conhecido no município de Marechal Deodoro/AL como ‘Léo Cinquentinha’, dado o suposto percebimento mensal e indevido de R$ 50.000,00, a fim de assegurar proteção e favorecimento ao prefeito Cristiano Mateus Souza e Silva, a exemplo de possível omissão por parte do juiz reclamado relativamente a denúncias de desvios de verbas públicas ocorridas na administração da Prefeitura de Marechal Deodoro-AL”. Com base na apuração da Polícia Federal, a ministra Nancy Andrichi relata que o magistrado é acusado de não agir diante do suposto desvio de R$ 5 milhões de recursos da saúde no município.

Ainda conforme o relatório assinado pela ministra do CNJ, o juiz Léo Denisson também é suspeito “de aparente ocultação”, segundo termos da magistrada, “de bens supostamente adquiridos com valores auferidos ilicitamente, valendo-se, para tanto, de supostos operadores, em nome dos quais estariam registrados bens móveis e imóveis”. Segundo as investigações da Polícia Federal, realizadas a partir do relato de testemunhas e interceptações telefônicas, os crimes pelos quais o juiz Léo Denisson é acusado vieram à tona após denúncia da esposa do preso, que revelou a negociação de propina para a soltura de seu marido. A PF acompanhou os diálogos entre os advogados, que foram presos em flagrantes no momento em que a quantia acordada seria entregue a um representante do juiz.

Com gazetaweb.com

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