Procuradoria alemã vai investigar suposto 'caixa 2' na Copa de 2006

Revista Der Spiegel relatou na sexta-feira que o comitê para a candidatura alemã usou um fundo de 6,7 milhões de euros para comprar votos na Fifa para a candidatura alemã em 2000; "Iniciamos um processo de monitoramento", disse Nadja Niesen, porta-voz do escritório da procuradoria de Frankfurt

Revista Der Spiegel relatou na sexta-feira que o comitê para a candidatura alemã usou um fundo de 6,7 milhões de euros para comprar votos na Fifa para a candidatura alemã em 2000; "Iniciamos um processo de monitoramento", disse Nadja Niesen, porta-voz do escritório da procuradoria de Frankfurt
Revista Der Spiegel relatou na sexta-feira que o comitê para a candidatura alemã usou um fundo de 6,7 milhões de euros para comprar votos na Fifa para a candidatura alemã em 2000; "Iniciamos um processo de monitoramento", disse Nadja Niesen, porta-voz do escritório da procuradoria de Frankfurt (Foto: Roberta Namour)
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BERLIM (Reuters) - A procuradoria de Frankfurt vai investigar acusações de subornos relacionadas à Copa do Mundo de 2006 na Alemanha, após uma reportagem de uma revista sugerir que um esquema de caixa dois foi usado para comprar votos para a candidatura alemã em 2000, disse uma autoridade nesta segunda-feira.

A revista Der Spiegel relatou na sexta-feira que o comitê para a candidatura alemã usou um fundo de 6,7 milhões de euros para comprar votos na Fifa.

"Iniciamos um processo de monitoramento", disse Nadja Niesen, porta-voz do escritório da procuradoria de Frankfurt. O processo de monitoramento irá determinar se uma investigação formal é necessária.

A revista relatou que o fundo foi criado com 6,7 milhões de euros emprestados pelo ex-diretor-executivo da Adidas Robert Louis-Dreyfus para o comitê para a candidatura alemã pagar subornos para autoridades da Fifa e conseguir sediar o torneio.

De acordo com a publicação, citando documentos internos da Associação de Futebol da Alemanha, entre os cientes sobre o fundo estava Franz Beckenbauer, chefe do comitê organizador de 2006, e Wolfgang Niersbach, atual presidente da Associação de Futebol da Alemanha (DFB), que era vice-presidente do comitê.

Niersbach, Beckenbauer e a DFB rejeitaram veementemente as acusações como "sem fundamento" e disseram que a revista não possuía evidências como base.

A DFB informou na sexta-feira que sua própria investigação não encontrou atos ilegais no processo da candidatura da Copa do Mundo de 2006, mas informou que estava investigando o pagamento de 6,7 milhões de euros do comitê para a Fifa para um programa cultural, e se este foi usado de forma devida.

(Reportagem de Karolos Grohmann)

 

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