“Programa vai injetar mais R$ 8 milhões”, diz ministro

Durante solenidade no Palácio República dos Palmares, em Maceió, o ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra, afirmou que o Programa Bolsa Família vai injetar R$ 8 milhões a mais em Alagoas, o que deve gerar um aumento de quase R$ 100 milhões por ano; em relação às fraudes no programa, o ministro disse, apenas, que o pente fino começou há pouco tempo e que ainda levanta os dados 

Durante solenidade no Palácio República dos Palmares, em Maceió, o ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra, afirmou que o Programa Bolsa Família vai injetar R$ 8 milhões a mais em Alagoas, o que deve gerar um aumento de quase R$ 100 milhões por ano; em relação às fraudes no programa, o ministro disse, apenas, que o pente fino começou há pouco tempo e que ainda levanta os dados 
Durante solenidade no Palácio República dos Palmares, em Maceió, o ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra, afirmou que o Programa Bolsa Família vai injetar R$ 8 milhões a mais em Alagoas, o que deve gerar um aumento de quase R$ 100 milhões por ano; em relação às fraudes no programa, o ministro disse, apenas, que o pente fino começou há pouco tempo e que ainda levanta os dados  (Foto: Voney Malta)

Alagoas 247 - O ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra, afirmou nesta quarta-feira (27), durante solenidade no Palácio República dos Palmares, em Maceió, que o Programa Bolsa Família vai injetar R$ 8 milhões a mais em Alagoas. Os benefícios no estado vão totalizar R$ 290 mil por mês, o que deve gerar um aumento de quase R$ 100 milhões por ano. 

Em discurso durante o evento, que contou com a participação do governador do estado, Renan Filho (PMDB) e de outras autoridades políticas, o ministro explicou que o repasse da verba federal gerará um aumento de R$ 1 milhão por mês só em Maceió. 

No Brasil, com o aumento, os recursos empregados mensalmente no programa vão passar da ordem dos R$ 2,250 bilhões para R$ 2,523 bilhões. Com a mudança nas regras, 100 mil novas famílias entraram para o programa. "Em 2004, eram quatro milhões de famílias. Hoje, são 14 milhões, o que significa 50 milhões de pessoas. Um pacote de novidades também está sendo preparado para o programa e deve ser lançado em 60 dias", informou o ministro. 

Uma das iniciativas é um projeto voltado para a primeira infância, para assistir crianças nos primeiros mil dias de vida. De acordo com Osmar Terra, este é um dos principais períodos de desenvolvimento e é preciso dar atenção a essas crianças. "Se uma criança nasce com catarata e não faz logo a cirurgia, ela fica cega para o resto da vida. Não é como um adulto. Então, precisamos cuidar disso. Outra medida é que quem já está no Bolsa Família vai poder ter carteira assinada sem medo de perder o programa", pontuou o ministro, citando que o Bolsa Família acaba gerando uma informalidade, o que causa medo nas pessoas de perderem o benefício e acabam não assinando a carteira.

"Vamos garantir que essas famílias que arrumem empregos tenham acmpanhamento por um, dois anos, e possam formalizar nos trabalhos, já que a carteira assinada garante uma série de benefícios trabalhistas. As famílias também vão poder continuar com o cartão, que, depois de um tempo, pode ser inativado, mas que volta a funcionar caso elas percam o emprego", ressaltou o ministro.

Em relação às fraudes no programa, o ministro enfatizou que o pente fino começou há pouco tempo, o que inviabiliza o Ministério a falar sobre o assunto, já que ainda levanta os dados. Em outros momentos, segundo Osmar, foram descobertas fraudes. "Começamos o pente fino agora para juntar todas as informações. O MPF [Ministério Público Federal] fez um levantamento e detectou um elevado número de pessoas com imóveis, carros que fazem doações de campanha, participando do Bolsa Família, e, se o programa é para redução da pobreza, elas não deveriam estar lá", frisou Terra.

PROGRAMAS FEDERAIS

O governador do estado falou, durante o evento, que o Programa do Leite "ressuscitou" a bacia leiteira de Alagoas, que não produzia quase nada. Hoje, a Bacia produz 600 mil litros de leite por dia, vendendo para grandes empresas do Nordeste e gerando emprego no campo, fixando as famílias rurais. Atualmente, o estado conta com 25 mil pequenos produtores.

O segundo programa elencado por Renan Filho é o das Cisternas, que tem duas vertentes. "A cisterna que leva água ao cidadão e a cisterna da inclusão produtiva, permitindo ao homem do campo criar seus animais, irrigar pequenas propriedades agrícolas", comentou Renan Filho, fazendo menção, também, ao Bolsa Família, afirmando que "é uma valorização do governo federal, o que ajuda a manter dinâmica a economia das pequenas cidades".  

Com gazetaweb.com

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