PSB ignora Marina e fecha apoio com Alckmin em SP

Diretório paulista do partido do presidenciável Eduardo Campos defendeu por unanimidade, em reunião nesta sexta-feira, apoio à candidatura à reeleição do governador Geraldo Alckmin, do PSDB; como moeda de troca, PSB quer indicar o deputado Márcio França à vice do tucano; o problema é que o PSD de Gilberto Kassab também negocia o cargo; resolução aprovada hoje vai contra o discurso da ex-senadora Marina Silva, candidata a vice na chapa de Campos, que defende, desde o ano passado, candidatura própria do partido no estado

Diretório paulista do partido do presidenciável Eduardo Campos defendeu por unanimidade, em reunião nesta sexta-feira, apoio à candidatura à reeleição do governador Geraldo Alckmin, do PSDB; como moeda de troca, PSB quer indicar o deputado Márcio França à vice do tucano; o problema é que o PSD de Gilberto Kassab também negocia o cargo; resolução aprovada hoje vai contra o discurso da ex-senadora Marina Silva, candidata a vice na chapa de Campos, que defende, desde o ano passado, candidatura própria do partido no estado
Diretório paulista do partido do presidenciável Eduardo Campos defendeu por unanimidade, em reunião nesta sexta-feira, apoio à candidatura à reeleição do governador Geraldo Alckmin, do PSDB; como moeda de troca, PSB quer indicar o deputado Márcio França à vice do tucano; o problema é que o PSD de Gilberto Kassab também negocia o cargo; resolução aprovada hoje vai contra o discurso da ex-senadora Marina Silva, candidata a vice na chapa de Campos, que defende, desde o ano passado, candidatura própria do partido no estado (Foto: Gisele Federicce)

SP 247 – O diretório do PSB em São Paulo aprovou por unanimidade, nesta sexta-feira 6, o apoio à candidatura do governador Geraldo Alckmin (PSDB) à reeleição. Como moeda de troca, o partido, presidido nacionalmente pelo presidenciável Eduardo Campos, quer indicar o deputado Márcio França, presidente do PSB-SP, para a vaga de vice.

A resolução aprovada hoje, no entanto, não garante o cargo que o partido ocupará na chapa do tucano. Alckmin ainda tem a candidatura ao Senado a oferecer. O governador também negocia a vice com o PSD de Gilberto Kassab, mas exige em troca a postulação de Henrique Meirelles como vice-presidente de Aécio Neves (leia mais aqui).

A decisão tomada hoje pelo PSB paulista vai contra o que defendia a ex-senadora Marina Silva, candidata a vice na chapa de Eduardo Campos. Líder da Rede, Marina e os militantes do partido defendem, desde o ano passado, uma candidatura própria no estado. A ex-ministra sempre se posicionou contra uma aliança com o PSDB.

Para Márcio França, o PSB tinha poucas chances de vencer em uma candidatura própria no estado, uma vez que os partidos da coligação nacional não se aliariam ao projeto paulista. O deputado acrescentou que, além disso, os militantes da Rede ainda descartavam qualquer nome do PSB para a disputa, na defesa de um nome "novo".

Para o ex-deputado Walter Feldman, porta-voz nacional da Rede, a aliança com os tucanos contradiz o discurso nacional do PSB sobre a "nova política" e contra união com os "velhos caciques". "Alckmin está desgastado. Não consigo enxergá-lo como um vento de mudança em São Paulo", disse Feldman, voltando a defender uma terceira via.

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