PTB e PSB polarizam eleições em Pernambuco

A disputa pelo Governo de Pernambuco vem ganhando ares de uma guerra iminente. De um lado, o senador Armando Monteiro Neto (PTB), que lidera as pesquisas de intenção de voto e cuja candidatura tem o apoio do PT e, consequentemente, da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva; do outro lado, o ainda desconhecido do eleitorado e ex-secretário da Fazenda Estadual, Paulo Câmara (PSB), que tem o ex-governador e presidenciável Eduardo Campos como seu maior cabo eleitoral para cumprir a missão que lhe foi confiada: ganhar a eleição para governador e assegurar a continuidade do legado de Campos

 A disputa pelo Governo de Pernambuco vem ganhando ares de uma guerra iminente. De um lado, o senador Armando Monteiro Neto (PTB), que lidera as pesquisas de intenção de voto e cuja candidatura tem o apoio do PT e, consequentemente, da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva; do outro lado, o ainda desconhecido do eleitorado e ex-secretário da Fazenda Estadual, Paulo Câmara (PSB), que tem o ex-governador e presidenciável Eduardo Campos como seu maior cabo eleitoral para cumprir a missão que lhe foi confiada: ganhar a eleição para governador e assegurar a continuidade do legado de Campos
A disputa pelo Governo de Pernambuco vem ganhando ares de uma guerra iminente. De um lado, o senador Armando Monteiro Neto (PTB), que lidera as pesquisas de intenção de voto e cuja candidatura tem o apoio do PT e, consequentemente, da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva; do outro lado, o ainda desconhecido do eleitorado e ex-secretário da Fazenda Estadual, Paulo Câmara (PSB), que tem o ex-governador e presidenciável Eduardo Campos como seu maior cabo eleitoral para cumprir a missão que lhe foi confiada: ganhar a eleição para governador e assegurar a continuidade do legado de Campos (Foto: Paulo Emílio)

Paulo Emílio, Pernambuco 247 - A disputa pelo Governo de Pernambuco vem ganhando ares de uma guerra iminente. De um lado, o senador Armando Monteiro Neto (PTB), que lidera as pesquisas de intenção de voto e cuja candidatura tem o apoio do PT e consequentemente o apoio da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Do outro lado, o ainda desconhecido do eleitorado e ex-secretário da Fazenda Estadual, Paulo Câmara (PSB), que tem o ex-governador e presidenciável Eduardo Campos como seu maior cabo eleitoral para cumprir a missão que lhe foi confiada: ganhar a eleição para governador e assegurar a continuidade do legado de Campos.

Considerado um quadro técnico por excelência, o economista Paulo Henrique Câmara, nunca disputou um cargo público eletivo. De perfil discreto, ele é considerado um dos homens de confiança de Campos e assumiu, ao longo dos dois mandatos do ex-governador, os cargos de secretário de Turismo e da Fazenda. A sua indicação foi bem recebida pelos fazendário estaduais, uma vez que é auditor concursado da categoria, uma das mais politizadas do Estado.

Pragmático, Câmara conseguiu se livrar da pecha atribuída à maioria dos secretários que o antecederam, de perseguidor de sonegadores. Em função de sua atuação, ele acabou angariando a simpatia do empresariado além de ter sido responsável pela interlocução do Governo do Estado com a União. Algumas das posições defendidas atualmente por Campos em sua campanha rumo ao Planalto, como a criação de um novo pacto federativo e a compensação das perdas financeiras de estados e municípios, tiveram a sua participação de maneira incisiva.

Câmara, também foi um dos formuladores do Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento Municipal (FEM), que prevê a liberação de recursos estaduais para os municípios de forma ágil e desburocratizada, ideia que Campos pensa adotar no seu projeto presidencial e estender para todo o País caso seja eleito no pleito de outubro. Esta medida, por sinal, assegurou a simpatia e o apoio de muitos prefeitos do interior em tono do seu nome para a disputa estadual.

O seu perfil discreto, mas com forte atuação nos bastidores, e a sua abertura ao diálogo foram alguns outros pontos decisivos na escolha de Campos acerca da sua indicação para disputar a sucessão estadual. Associado a isto, Câmara também se enquadra no que Campos convencionou chamar de nova política, uma renovação nos quadros e nas lideranças políticas, um outro mote de sua campanha presidencial.

Apesar das credenciais, Câmara ainda é desconhecido de boa parte do eleitorado pernambucano, assim como Eduardo Campos em nível nacional. E se Campos conta com a força da ex-senadora Marina Silva, candidata a vice na chapa presidencial do PSB, para alavancar a sua candidatura presidencial, Câmara conta com os altos índices de aprovação do ex-governador – que deixou a gestão com mais de 80% de aprovação - para aumentar as suas chances na corrida eleitoral. Com o apoio de cerca de 20 partidos, Câmara também terá um bom tempo de televisão à sua disposição para tornar-se mais conhecido pela população pernambucana.

O seu adversário, o senador Armando Monteiro, tem levado, pelo menos aparentemente, uma certa vantagem. Eleito três vezes deputado estadual, em 2010 Armando foi eleito o senador mais votado do Estado, com mais de 3,1 milhões de votos, na chapa liderada pelo então aliado Eduardo Campos e que também era composta também pelo senador Humberto Costa (PT).

Liderando as pesquisas de intenção de voto – Armando possui a menor taxa de rejeição entre os colocados na disputa pelo Palácio do Campo das Princesas e figura com 39% das intenções de voto, segundo pesquisa feita pelo Instituto Maurício de Nassau em parceria com o Jornal do Commercio, contra apenas 12% do adversário Paulo Câmara -, o senador vem conseguindo apoio politico em torno da sua postulação. Esta força é evidenciada, segundo a pesquisa, na liderança da sua candidatura em todas as regiões do Estado.

Presidente estadual do PTB, Armando lidera atualmente a segunda maior força política do Estado. A legenda trabalhista possui 25 prefeitos, 250 vereadores, quatro deputados federais e sete estaduais. Para fortalecer a sua candidatura, porém, Armando sabe que é necessário bem mais que ter o PTB unido e torno de se nome. Seguindo a orientação nacional da legenda, o parlamentar costurou em nível estadual uma aliança com o PT e tem como candidato ao Senado o ex-prefeito do Recife, João Paulo, que tem boa penetração junto ao eleitorado estadual, em especial o da Região Metropolitana do Recife.

Além deste reforço estadual, Armando também contará com os maiores cabos eleitorais que um candidato pode desejar. A primeira movimentação neste sentido será feira nesta segunda-feira (14), quando a presidente Dilma virá a Pernambuco para o lançamento do navio Dragão do Mar, construído em Suape, e para inaugurar a primeira etapa da Adutora do Oeste, no Sertão pernambucano. A vinda de Dilma ao Estado – no mesmo dia em que Campos lança sua candidatura presidencial, em Brasília – teve a articulação de Armando. Na sequência, Armando terá ao seu lado o ex-presidente Lula, dono de um carisma inigualável junto à população.

Com a polarização da disputa, resta saber que fará melhor uso das armas que estão à sua disposição para vencer a corrida eleitoral. Mais do que o Palácio do Campo das Princesas, as eleições estaduais serão uma demonstração de força, tanto da parte de Dilma como do PSB, e o vencedor da batalha será conhecido em outubro.

 

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