“Quando fui candidato, eu sempre disse que seria”

Em entrevista, governador de Pernambuco, Eduardo Campos, nega que vá disputar a presidência da República em 2014, mas alfineta o PT; “você não pode imaginar que o Brasil deste tamanho vai ter um partido único”

“Quando fui candidato, eu sempre disse que seria”
“Quando fui candidato, eu sempre disse que seria” (Foto: FABIO RODRIGUES-POZZEBOM/ABR )
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247 – Tido como presidenciável e ameaça ao projeto de poder do PT, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, concedeu uma importante entrevista à jornalista Natuza Nery, da Folha de S. Paulo.

Nela, Eduardo Campos discorreu sobre a tensão na base aliada, criada depois que PT e PSB romperam alianças em capitais como Recife, Fortaleza e, sobretudo, Belo Horizonte. “Você não pode imaginar que o Brasil deste tamanho vai ter um partido único, dono da verdade, dos 5 mil municípios, dos 27 estados, do Brasil, por um século”. Confira alguns dos principais pontos:

Sobre ser candidato à presidência em 2014

“Quem disse que eu seria candidato? Toda vez que eu fui candidato, eu disse que era candidato. Ser candidato contra Dilma só porque eu quero ser? Ela está na presidência e tem a prerrogativa da reeleição. Para a reeleição da Dilma, o problema não somos nós. O próprio partido dela cria mais problema para ela do que o PSB.”

Sobre a posição do PSB

“Acho que o PSB deve em 2014 apoiar Dilma para se reeleger presidente.”

Sobre a eleição em São Paulo

“Lula buscou um quadro da minha geração, o Haddad. Se fôssemos o inimigo número um do PT, não teríamos sido os primeiros a apoiá-lo. Colocamos a vice que o PT entendia que era a que mais ajudava, a Erundina. Quando ela saiu, liberamos o Haddad para escolher o nome que quisesse.”

Sobre a relação com o PT

“Não vou sair desse itinerário. Temos uma frente política construída há muitos anos, que ajudou o Brasil a melhorar. Claro que minha relação com o presidente Lula, que eu conheci ainda menino, a ajuda que ele me deu e a meu estado, eu prezo muito.”

Sobre as diferenças com o PT

““Você não pode imaginar que o Brasil deste tamanho vai ter um partido único, dono da verdade, dos 5 mil municípios, dos 27 estados, do Brasil, por um século. Você não pode imaginar que seja esse o projeto do povo brasileiro. É bom que tenha alternância de poder. É importante ter a perspectiva do contraditório.”

Sobre uma eventual volta de Lula em 2014 ou 2018

“O que eu tenho ouvido dele é que seu grande objetivo é ajudar Dilma a se reeleger.”

 

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