“Que jogo feio! Uma Espanha medíocre. Seguem os donos da casa, para alegrar o país da Copa”

"Uma Espanha medíocre, uma Russia limitada e o pior jogo da Copa; os espanhóis foram castigados por imaginarem que o jogo estava ganho depois de fazerem um golzinho e tentarem cozinhar os russos; foram punidos pelos deuses do futebol", escreve o jornalista Mauro Lopes, editor do 247 

“Que jogo feio! Uma Espanha medíocre. Seguem os donos da casa, para alegrar o país da Copa”
“Que jogo feio! Uma Espanha medíocre. Seguem os donos da casa, para alegrar o país da Copa” (Foto: Clive Rose)

Por Mauro Lopes, em seu Facebook- A Espanha pegou a Seleção que parece ser a mais fraca das oitavas, ao lado do Japão, a dona da casa, Rússia. Entrou em campo convicta de que faria o gol quando quisesse e, de fato, o gol saiu na primeira jogada ofensiva que fez, aos 11 minutos do primeiro tempo. A primeira tornou-se a única. A seleção espanhola passou a cozinhar o jogo em fogo brando durante todo o primeiro tempo, imaginando que estava tudo resolvido e que poderia nos condenar a um dos jogos mais enfadonhos das copas. Conseguiram, no primeiro, no segundo tempo e na prorrogação. Mas os deuses do futebol aplicaram punição exemplar aos espanhóis.  

O gol espanhol foi estranho, com falta dupla, do zagueiro craque/carniceiro Sérgio Ramos e do defensor russo Ignashevich no agarra agarra da cobrança de falta de na lateral do campo.  Os dois caíram e a bola bateu no tornozelo/batata da perna do russo e subiu traiçoeira, enganando o goleiro Akinfeev. Aí os espanhóis resolveram que o jogo tinha acabado. Mas não.

Piqué fez um pênalti idiota aos 40 minutos. A cena foi curiosa, como a do primeiro gol. Vale a pena rever. O zagueiro espanhol tentou uma malandragem e se deu mal. Levantou os braços, como se faz normalmente no impulso do pulo, para disputar um cabeceio e, quando o braço já descia, no movimento natural, ele voltou a levantá-lo, e aí a bola bateu. Malandro bobão.

Foi, ao lado de Dinamarca e França, o jogo mais chato da Copa. Com a diferença que franceses e dinamarqueses fizeram um jogo de comadres porque ambas já estavam classificadas na fase de grupos. Hoje não, era um jogo de vida ou morte.

O segundo tempo foi sofrível, com a Rússia plantando os 11 jogadores em seu campo, claramente buscando o empate para a prorrogação e os pênaltis e a Espanha absolutamente incompetente para criar algo. Só aos 39 minutos houve um chute perigoso do craque semiaposentado Iniesta.

E nada de futebol, no tempo normal e na prorrogação.

Uma única chance espanhola aos 3 minutos do segundo tempo da prorrogação. Nada mais.

Segue a seleção da casa, 4 a 3 nos pênaltis

Os espanhóis estão fora, com uma seleção de futebol medíocre, que não é nem sombra da esquadra campeão de 2010. Um timinho à altura do que naufragou na primeira fase na Copa do Brasil e foi eliminado nas oitavas da Eurocopa de 2016.

Pelo menos alegra o país da Copa, que seguirá em clima de Carnaval russo em confraternização com todo o planeta.

 

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