Renan: delações conduzidas por Miller são mentirosas

Em depoimento à Polícia Federal, senador Renan Calheiros (PMDB-AL) partiu para o ataque contra Marcelo Miller,ex-braço direito de Janot, advogada da JBS e dois procuradores da República

renan calheiros
renan calheiros (Foto: Giuliana Miranda)

Alagoas 247 - O ex-presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL) partiu para o ataque, em depoimento à Polícia Federal, contra a advogada da JBS, Fernanda Tórtima, o ex-procurador da República Marcello Miller, e os procuradores Eduardo Pelella e Anselmo Lopes.

As investigações são embasadas em delações premiadas de executivos da Andrade Gutierrez e do ex-senador Delcídio do Amaral (ex-PT/MS).

Renan declarou: “Que o ex-senador Delcídio do Amaral não dispunha de informações qualificadas sobre os fatos que narrou, justificando que teria obtido informações a respeito de Belo Monte meramente por ser originário do setor elétrico; que Delcídio do Amaral, na verdade, não apresentou qualquer indício, tendo baseado seu relato em informações claramente ‘mentirosas’, como ‘todas colaborações conduzidas pelos procuradores da República Marcello Miller, Pelella, Anselmo e pela advogada Fernanda Tórtima, marcadas por imunidades, proibição de remessas de informações penais para outros países, honorários discutíveis, vazamentos opressivos e cobertura à lavagem de dinheiro de alguns colaboradores’.

Ex-braço direito de Rodrigo Janot – ex-procurador-geral da República -, Marcelo Miller é investigado por supostamente fazer jogo duplo ainda à época em que ocupava cargo no Ministério Público Federal. Ele é o pivô do inquérito que resultou na rescisão do acordo de colaboração de Joesley Batista e Wesley Batista.

Em áudio enviado pelos delatores em agosto junto a anexo complementar sobre o senador Ciro Nogueira (PP), os executivos da JBS mencionam o ex-procurador como um garantidor de benefícios junto à PGR.

As informações são de reportagem de Vera Rosa e Luiz Vassalo no Estado de S.Paulo.

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