Represa de hidrelétrica pode se romper em Minas

O último relatório do Ibama sobre as ações da Samarco na área mais degradada de Mariana (MG), onde se rompeu a barragem de Fundão, constata a falta de medidas para o carreamento de rejeitos acumulados ao longo de 102 km entre a Barragem de Fundão e a Usina Hidrelétrica Risoleta Neves, em Rio Doce, na Zona da Mata; como consequência, a barragem da usina corre o risco de rompimento, pois a estrutura sofre a pressão de 10,8 milhões de metros cúbicos de sedimentos

O último relatório do Ibama sobre as ações da Samarco na área mais degradada de Mariana (MG), onde se rompeu a barragem de Fundão, constata a falta de medidas para o carreamento de rejeitos acumulados ao longo de 102 km entre a Barragem de Fundão e a Usina Hidrelétrica Risoleta Neves, em Rio Doce, na Zona da Mata; como consequência, a barragem da usina corre o risco de rompimento, pois a estrutura sofre a pressão de 10,8 milhões de metros cúbicos de sedimentos
O último relatório do Ibama sobre as ações da Samarco na área mais degradada de Mariana (MG), onde se rompeu a barragem de Fundão, constata a falta de medidas para o carreamento de rejeitos acumulados ao longo de 102 km entre a Barragem de Fundão e a Usina Hidrelétrica Risoleta Neves, em Rio Doce, na Zona da Mata; como consequência, a barragem da usina corre o risco de rompimento, pois a estrutura sofre a pressão de 10,8 milhões de metros cúbicos de sedimentos (Foto: Leonardo Lucena)

Minas 247 - O último relatório concluído pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) sobre as ações da Samarco na área mais degradada pela tragédia de Mariana (MG), onde se rompeu a barragem de Fundão, em novembro do ano passado, constata a falta de medidas para o carreamento de rejeitos acumulados ao longo de 102 quilômetros entre a Barragem de Fundão e a Usina Hidrelétrica Risoleta Neves, em Rio Doce, na Zona da Mata. Como consequência, a barragem da usina corre o risco de rompimento, pois a estrutura sofre a pressão de 10,8 milhões de metros cúbicos de sedimentos.

O Ibama tenta apoio da União para viabilizar ações emergenciais com o objetivo de impedir que as chuvas tornem insuportável a pressão sobre a Usina de Candonga, como é conhecida a UHE Risoleta Neves. “O estado atual do lago da UHE Risoleta Neves (Candonga) é de completo assoreamento pelos rejeitos de mineração decorrentes do acidente, atualmente com as comportas 100% abertas”, diz um dos trechos do relatório.

De acordo com o documento, 68% dos 92 pontos vistoriados pelos técnicos do Ibama precisam de obras. As conclusões tiradas pelo Ibama foram levadas na última terça-feira ao conhecimento do presidente interino Michel Temer, por meio do Ministério do Meio Ambiente, em uma reunião que também teve representantes de outras pastas do governo federal. 

A UHE Risoleta Neves disse ao Estado de Minas que "de acordo com avaliações realizadas e nas presentes condições, a barragem está estável". A empresa não se manifestou sobre uma possível pressão sobre o reservatório com a chegada do período chuvoso. 

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