Retorno triunfal de João Alves ao cenário político matou os Amorim

Quem diz isso é o jornalista Luiz Eduardo Costa, em coluna semanal que assina no Jornal do Dia; para ele, "pesquisas restritas a alguns poucos revelam o que até então parecia improvável": "sumiu do páreo eleitoral que se avizinha o nome do senador Eduardo Amorim, até então tido como candidato imbatível", segundo o jornalista, "o fato evidente é que nas pesquisas, o prefeito de Aracaju, João Alves, lidera com boa margem, seguido pelo vice-governador Jackson Barreto"; como consequência desta mudança, anota Luiz Eduardo Costa, Edivan Amorim, tido como "a eminência parda de Sergipe", antes cuidadoso em evitar polêmicas mais acirradas, mudou de estratégia e concedeu entrevista fortemente afirmativa e desafiadora, expondo telhado de vidro, que será exaustivamente atacado pelos adversários

Retorno triunfal de João Alves ao cenário político matou os Amorim
Retorno triunfal de João Alves ao cenário político matou os Amorim
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Sergipe 247 - O jornalista e colunista Luiz Eduardo Costa, responsável por uma coluna que leva seu nome no Jornal do Dia, afirma, na edição deste domingo (21), que "pesquisas restritas a alguns poucos revelam o que até então parecia improvável": "sumiu do páreo eleitoral que se avizinha o nome do senador Eduardo Amorim, até então tido como candidato imbatível. O retorno triunfal de João Alves ao cenário político “matou os Amorim”, observação que vem sendo repetida por um atilado analista de conjuntura eleitoral. O fato evidente é que nas pesquisas, o prefeito de Aracaju, João Alves, lidera com boa margem, seguido pelo vice-governador Jackson Barreto".

Como consequência desta mudança do quadro político local, o jornalista avalia que Edivan Amorim, tido como "a eminência parda de Sergipe", antes cuidadoso em evitar polêmicas mais acirradas, mudou de estratégia e "pela primeira vez se submeteu a uma entrevista longa e até em alguns casos fortemente afirmativa e desafiadora" que fez no programa de Gilmar Carvalho, para reafirmar sua posição.

Para Luiz Eduardo Costa, "assumindo-se como personagem de fundo da ribalta, ao trocar de atitude e vir desafiador ao centro do palco, Edivan, segundo os seus adversários, teria deixado exposto um vasto telhado de vidro, sobre o qual prometem, não cessarão a partir de agora de chover pedras".

Confira o artigo na íntegra:

Aparecer ou não aparecer, eis a questão

Edivan Amorim, chefe inconteste de 11 partidos, homem que dá as cartas na Assembleia e segura firme uma bancada oposicionista majoritária, diz que consegue tudo isso com diálogo e confiança na palavra empenhada. Ele não tem mandato e parece que as suas ambições se restringem ao posto que já alcançou: o da eminência parda de Sergipe.

Elegeu deputado federal o seu irmão, o médico e advogado Eduardo Amorim, que cultiva aparência de um monge tímido e recatado, e assim levado pelos cordéis habilidosos do irmão, tornou-se o senador  da República com a maior votação já alcançada por um candidato majoritário em Sergipe.

A partir desse episódio de vasto sucesso eleitoral, Amorim começou a mostrar mais a própria cara, todavia, tendo o cuidado de evitar polêmicas mais acirradas. Vez por outra, principalmente depois da ruptura com o governo, Edivan produzia alguma crítica, sempre pesando as palavras, cuidando, ao que se imaginava, de evitar retaliações que lembrassem certos aspectos da sua vida como empresário.

Aí apareceu o deputado federal Mendonça Prado, que é genro querido de João Alves e Maria, posição antes dividida com o agora ex-genro Edivan. Mendonça entrou no ringue batendo pesado, sem indagar se Edivan estaria disposto ao vale tudo.

Surgiu na internet uma página inspirada por Mendonça Prado que vem dando fortes dores de cabeça em Edivan e no irmão senador. Não foi bem sucedida a tentativa dos irmãos de retirar do ar a página incômoda. Um sentença lapidar da juíza Gardênia Camelo Prado retemperou a crença na liberdade de opinião que a democracia exige e o Estado Democrático de Direito garante.

Pesquisas restritas a alguns poucos revelam o que até então parecia improvável. Sumiu do páreo eleitoral que se avizinha o nome do senador Eduardo Amorim, até então tido como candidato imbatível. O retorno triunfal de João Alves ao cenário político “matou os Amorim”, observação que vem sendo repetida por um atilado analista de conjuntura eleitoral. O fato evidente é que nas pesquisas, o prefeito de Aracaju, João Alves, lidera com boa margem, seguido pelo vice-governador Jackson Barreto.

Diante da surpreendente, todavia facilmente explicável reviravolta, ou reversão de expectativas, a saída encontrada foi a busca de um marqueteiro competente, e Edivan fixou-se no nome de Teotônio Neto. No grupo já estava o onipresente e articulado radialista Chiquinho Ferreira, que até agora vinha segurando sozinho o pau da bandeira.

Teria sido uma nova arquitetura da estratégia política, que recomendara a exposição à qual Edivan pela primeira vez se submeteu, na entrevista longa e até em alguns casos fortemente afirmativa e desafiadora que fez no programa de Gilmar Carvalho, transmitida pela sua rede de emissoras.

A eminência parda livre de retaliações, assumindo-se como personagem de fundo da ribalta, ao trocar de atitude e vir desafiador ao centro do palco, segundo os seus adversários, teria deixado exposto um vasto telhado de vidro, sobre o qual prometem, não cessarão a partir de agora de chover pedras.

Amigos próximos do deputado Mendonça Prado asseguram que ele irá concentrar-se na frase dita por Edivan: “Eu tenho a cabeça erguida, posso falar, porque nunca roubei nem matei”.

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