Revitalizar vira o verbo da moda em Belo Horizonte

Algumas propostas já foram implementadas, como as reformas da Praça Sete e da Estação, além da pintura do Conjunto Iapi. Teatro Francisco Nunes, Galeria do Ouvidor, viadutos e um polo gastronômico na rua Sapucaí deverão ser as próximas

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Minas 247 - Tornar o centro da cidade mais bonito e, principalmente, menos “cinzento” virou prioridade em Belo Horizonte. Há um bom número de projetos em estudo nesse sentido, alguns já em execução.

Há alguns anos a revitalização do centro da capital mineira teve início com as reformas da Praça Sete, no coração da cidade, e da Praça da Estação, que tem forte ligação também histórica com BH - a capital surgiu lá. A Praça Sete ganhou iluminação nova, enquanto a Praça da Estação, além de mais luzes, ganhou chafarizes e mais espaço para a convivência humana - ainda que, inexplicavelmente, a Prefeitura de Belo Horizonte tenha proibido a realização de manifestações públicas em seu entorno durante certo período.

Outro prédio histórico da cidade já revitalizado é o Conjunto Iapi, na avenida Antônio Carlos, bairro São Cristóvão, bem perto da rodoviária. Ele foi entregue há dez dias com nova pintura, em projeto da loja de tintas Casa & Tinta que fez parte do programa Adote um Bem Cultural. O Conjunto Iapi é um projeto do arquiteto Oscar Niemeyer ainda dos anos 1940. O Teatro Francisco Nunes, também na área central, deverá ser o próximo bem cultural tombado pelo patrimônio histórico a ser reformado em parceria com a iniciativa privada.

Outro lugar de importante identificação com BH é a Galeria do Ouvidor, próxima à Praça Sete. Primeiro centro de compras da cidade, ela ainda mantém as tradições da década de 1960. Prestes a completar 50 anos, a galeria também passará por uma revitalização.

Os dois elevadores e as quatro escadas rolantes não atendem bem os cerca de 40 mil clientes por dia que circulam pelos seis andares do endereço. A primeira fase da reforma prevê duas novas escadas rolantes, ao custo de R$ 500 mil, com prazo de término até meados do ano que vem. Especialistas contratados pela administração da galeria mostraram vantagens das escadas rolantes em relação a elevadores, já que dão melhor visibilidade às lojas e transportam mais pessoas.

Uma nova lei, que entrou em vigor na semana passada, também prevê melhorias nas áreas sob viadutos de BH. A Lei 10.443 determina o aproveitamento delas para a prática de atividades esportivas, culturais e de lazer. A prefeitura fará estudos em cada viaduto para avaliar a instalação de escorregadores, gangorras, quadras de futebol e vôlei, além de espaços para exposições culturais e cursos.

Completa esse cenário revitalizador a proposta estudada pela Belotur e pela Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap), de fazer do entorno da Praça da Estação e da rua Sapucaí um polo cultural e gastronômico. Algo muito parecido com a revitalização feita no bairro da Lapa, no Rio de Janeiro, e em Puerto Madero, em Buenos Aires. Antes abandonadas, essas áreas são hoje um dos locais mais visitados por turistas que visitam as respectivas cidades.

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