Rincón: Friboi só trabalha para a empresa dele

Presidente da Agetop reage às críticas do empresário de que o governador nunca trabalhou e vive das mordomias da poder; Rincón usou o mesmo espaço, a Rádio 730, para questionar Júnior Friboi; disse que Marconi sempre serviu aos goianos ao contrário de Júnior, que pegou R$ 10 bilhões de empréstimo do BNDES para sua empresa, a JBS; Jayme Rincón ainda afirmou que o pré-candidato do PMDB ao governo não tem propostas e que o Grupo Friboi só deslanchou após sua saída da direção da empresa

Presidente da Agetop reage às críticas do empresário de que o governador nunca trabalhou e vive das mordomias da poder; Rincón usou o mesmo espaço, a Rádio 730, para questionar Júnior Friboi; disse que Marconi sempre serviu aos goianos ao contrário de Júnior, que pegou R$ 10 bilhões de empréstimo do BNDES para sua empresa, a JBS; Jayme Rincón ainda afirmou que o pré-candidato do PMDB ao governo não tem propostas e que o Grupo Friboi só deslanchou após sua saída da direção da empresa
Presidente da Agetop reage às críticas do empresário de que o governador nunca trabalhou e vive das mordomias da poder; Rincón usou o mesmo espaço, a Rádio 730, para questionar Júnior Friboi; disse que Marconi sempre serviu aos goianos ao contrário de Júnior, que pegou R$ 10 bilhões de empréstimo do BNDES para sua empresa, a JBS; Jayme Rincón ainda afirmou que o pré-candidato do PMDB ao governo não tem propostas e que o Grupo Friboi só deslanchou após sua saída da direção da empresa (Foto: José Barbacena)
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Diário da Manhã, (Helton Lenine) -  O presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop), Jayme Rincón, reagiu, ontem, às críticas que o empresário e pré-candidato ao governo pelo PMDB, José Batista Júnior (Friboi), fez a Marconi Perillo (PSDB), de que o governador não trabalha e que vive de mordomias do poder. “O governador Marconi trabalha muito. E trabalha pelo crescimento de Goiás, pela população de Goiás. O Júnior não, o Júnior trabalha para ele, para a empresa dele.”

Jayme Rincón afirmou, em entrevista à rádio 730 AM, que a JBS só deslanchou a partir da saída de Júnior Friboi na empresa, em 2002. “Quem trabalha e fez a empresa crescer foram os dois irmãos de Júnior. E isso aconteceu com a saída de Friboi da direção da JBS, a partir de 2002.”

O presidente da Agetop sustenta que, enquanto que o governador Marconi Perillo conseguiu empréstimos de R$ 2 bilhões para a construção de rodovias em Goiás, cujo “dinheiro tem retorno”, o Júnior Friboi e a JBS pegaram no BNDES R$ 10 bilhões e “colocaram na empresa deles.” E acrescentou: “O governador captou esses empréstimos e está aplicando em obras que vão melhorar a vida dos goianos e vão dar retorno para a economia do Estado, inclusive gerando mais renda, empregos e receitas para o Estado.”

Jayme Rincón cobra do peemedebista debate em alto nível sobre os temas administrativos e políticos de Goiás: “Ao invés de andar por aí disparando torpedos contra todo mundo, Júnior Friboi deveria realizar um debate em alto nível sobre as questões que interessam a Goiás, apresentar uma proposta sequer exequível sobre a gestão pública.”

O presidente da Agetop comparou Júnior Friboi a um “macaco em loja de louças”, sob o argumento de que, em todas as entrevistas, o empresário dispara ataques a aliados e a adversários políticos. “Friboi ataca Iris Rezende, Antônio Gomide, o PT, Marconi Perillo. Esse comportamento é negativo para quem quer se habilitar a administrar o Estado de Goiás.”

O tucano sustentou que, se a oposição tem algum projeto melhor para a educação, saúde, segurança pública, infraestrutura, que o apresente à sociedade e permita o debate. “Estamos convictos de que, na saúde, as organizações sociais deram certo, recuperaram os serviços. Se a oposição tem outro modelo melhor, que venha para o debate. O que não aceitamos é o xingatório, a baixaria, vindo, por exemplo, agora de Júnior Friboi.”

Jayme Rincón contestou o discurso de Júnior Friboi de que ele construiu uma empresa de “porte internacional”, a JBS. “A verdade é que, desde 2002, quem administra a empresa são os seus dois irmãos. A JBS só cresceu a partir do afastamento de José Batista da empresa. É, portanto, uma falácia esse argumento que ele apresenta de que construiu uma empresa com a dimensão que tem a JBS.”

Sobre as críticas do ex-prefeito Iris Rezende ao governador Marconi Perillo (PMDB), pela extinção de autarquias e empresas do Estado, como Dergo e Crisa, Jayme Rincón rebateu: “Eu costumo dizer que o Iris nasceu velho, retrógrado. A cabeça do Iris é ultrapassada. Ele não consegue inventar. Ele fala do Crisa, do Dergo. São estruturas de 30, 40 anos atrás, que nada tem a ver com o momento atual, que não dão mais conta de atender às demandas que temos hoje. A realidade hoje é outra.”

Para o presidente da Agetop, essa situação grave de falta coleta de lixo em Goiânia é resultado das “duas gestões do Iris em Goiânia, que estourou no colo do Paulo Garcia.” E acrescentou: “mas o Paulo Garcia não pode falar, por conta da aliança, com o compromisso com o Iris. Mas a responsabilidade é do Iris. Quando ele assumiu a prefeitura, ele rompeu o contrato com a empresa que fazia a coleta de lixo e comprou os caminhões. Aí, a frota foi sucateando, dando problema, porque a prefeitura não dá conta de fazer a manutenção, de pagar essas despesas, que são altíssimas.”

Jayme Rincón rebate as críticas da oposição, de que o próximo governador vai receber o Estado endividado. “O governador, em três anos, conseguiu equilibrar as contas e regularizar a questão das dívidas do Estado. O BNDES emprestou R$ 1 bilhão para o Estado e os goianos são testemunhas do que estamos fazendo com este dinheiro, pois são mais de dois mil quilômetros de rodovias asfaltadas.” Para ele, a oposição perde tempo em tentar um “clima nebuloso” em relação à saúde financeira do Estado. “O governador deu conta de administrar o Estado deixado pelo PMDB, em 1999, quando recebeu o governo com cinco, seis folhas do funcionalismo atrasadas. E também conseguiu administrar depois do governo Alcides.

Ainda sobre as finanças do Estado, Jayme Rincón disse: “Algumas pessoas usam esses empréstimos que nós pegamos de forma maldosa e leviana. Quando ele assumiu o Estado, em 1998, a relação dívida-receita era de 3,5%. Hoje esta relação é 0,89%. É a menor relação da história. Hoje temos a menor relação dívida-receita da história de Goiás.”

O presidente da Agetop ressaltou que, em 2015, o Estado terá capacidade para captar R$ 2 bilhões para investimentos em novas obras. “A capacidade de endividamento não está comprometida. Não temos problemas com dívida. O governo federal não aprovaria uma dívida que estivesse fora dos parâmetros de pagamento”.

O dirigente é de opinião que os adversários estão incomodados com o “bom desempenho” do governo Marconi, em todas as áreas. “Estamos executando o maior programa de obras de obras da história do Estado. Marconi moderniza Goiás e será sempre o mensageiro do novo. Isso incomoda a oposição.”

REELEIÇÃO DE MARCONI

O presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop), Jayme Rincón, afirmou, ontem, que, se depender da base aliada (14 partidos), o governador Marconi Perillo (PSDB) vai disputar a reeleição em 5 de outubro deste ano. “O sentimento das lideranças políticas é a de que Marconi deve disputar as eleições pelo trabalho que realiza em Goiás. O governador vai chegar em 5 de outubro em plenas condições de ser candidato e de vencer as eleições. A decisão, final, a ser tomada em junho, durante as convenções, será dele.”

A base de sustentação ao governo Marconi é formada por 14 partidos: PSDB, PP, PSD, PTB, PT do B, PPS, PSL, PR, PRB, PTC, PV, PMN, PHS e PSDC; três senadores; quatro deputados federais; 25 deputados estaduais, 150 prefeitos, centenas de vereadores, ex-vereadores, ex-prefeitos.

O presidente da Agetop lembrou que, caso não concorra, o candidato natural da base aliada é o vice-governador José Eliton Júnior. “Caso Marconi não concorra, o candidato natural é José Eliton.” Ele ressalta que a sucessão estadual não é tema prioritário para o governo. “O governador não decidiu se será candidato e está focado na administração. Quem quer antecipar deste debate é a oposição, que não tem o que fazer.”

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