Robinson: "A oposição não tem projeto para Bahia"

Secretário da Comunicação do Estado e pré-candidato a deputado federal, o petista Robinson Almeida, apontado como pupilo do governador Jaques Wagner para a Câmara Federal, afirma que falta projeto aos partidos que fazem oposição ao PT; ele afirma que é este o motivo da "demora" para escolha do nome que encabeçará a possível chapa única das oposições

Secretário da Comunicação do Estado e pré-candidato a deputado federal, o petista Robinson Almeida, apontado como pupilo do governador Jaques Wagner para a Câmara Federal, afirma que falta projeto aos partidos que fazem oposição ao PT; ele afirma que é este o motivo da "demora" para escolha do nome que encabeçará a possível chapa única das oposições
Secretário da Comunicação do Estado e pré-candidato a deputado federal, o petista Robinson Almeida, apontado como pupilo do governador Jaques Wagner para a Câmara Federal, afirma que falta projeto aos partidos que fazem oposição ao PT; ele afirma que é este o motivo da "demora" para escolha do nome que encabeçará a possível chapa única das oposições (Foto: Romulo Faro)
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Bahia 247 - Secretário da Comunicação do Estado e pré-candidato a deputado federal, o petista Robinson Almeida, apontado como pupilo do governador Jaques Wagner para a Câmara Federal, afirma que falta projeto aos partidos que fazem oposição ao PT.

Em entrevista ao jornal Tribuna da Bahia, ele afirma que é este o motivo da "demora" para escolha do nome que encabeçará a possível chapa única das oposições, cuja disputa está entre o ex-governador Paulo Souto, do DEM, e o ex-ministro Geddel Vieira Lima, do PMDB.

Robinson fala também sobre a celeuma instalada na base governista por conta da disputa acirrada entre PDT e PP para escolha do candidato a vice-governador da chapa que tem como cabeça o petista Rui Costa.

Apesar de o deputado estadual Marcelo Nilo, do PDT, já dar como certa indicação do progressista João Leão, deputado federal do PP, o secretário de Wagner afirma que o martelo ainda não está batido e refuta possibilidade de Nilo partir para compor chapa da oposição ou da senadora Lídice da Mata, que concorrerá a governadora pelo PSB.

Abaixo os principais trechos e aqui a entrevista completa.

O presidente da Assembleia, Marcelo Nilo, apostou que seria o indicado. Mesmo sem o anúncio oficial, ele já demonstrou sua insatisfação. Quando o governador baterá o martelo e o que fará para acalmar a base?

O governador tem definido um prazo de até 30 de março. É do jeito característico dele conversar, de ouvir, de não impor, de buscar um consenso. Ele deu a liberdade da conversa do PP e do PDT, de Nilo com os outros postulantes e que trouxe um consenso que ele chancelaria... Então, quando esse processo evolui e não há uma síntese, ele [Jaques Wagner], como legítimo condutor da sucessão, terá a prerrogativa de indicar um caminho. Acho que até o final do mês saberemos qual será o vice escolhido para a chapa.

Se não houver entendimento com Nilo e as conversas dele, com a senadora Lídice da Mata, avançarem. Como o governo reagirá a esse movimento dentro da própria base?

Isso só no plano especutalivo. Eu não vejo essa hipótese com possibilidade de se afirmar, porque o PDT é um partido que tem várias deputados federais e estaduais e tem dito o tempo todo que vai tá na chapa de Rui Costa e não trabalha com outra opção de candidatura. Então, tenho a convicção de que o PDT, o PP e todos os partidos da base estão unidos para a disputa de 2014.

O que fazer para ter menos desgaste diante desse quadro?

Eu acho que quando não há o desprendimento pessoal da composição de um ceder, têm que ser definidos critérios objetivos. O PT encabeça a chapa e todo mundo concordou porque é partido com mais força política na coligação, é o partido do governador do estado e por isso encabeça a chapa. O PSD ocupa a vaga de Senado porque é a segunda maior agremiação da coligação, seja em número de deputados estaduais e federais, seja prefeitos, e por isso o vice-governador foi indicado para o cargo de senador. Os critérios devem ser estabelecidos como: tempo da televisão, maior número de prefeitos no estado, maior bancada de deputado e, dentro de critérios bem objetivos, seja colocada qual é agremiação que tem melhor condição de indicar o vice, como uma regra. Por outro lado, o perfil dos nomes indicados também tem que ser avaliado.

Dentro desse perfil, a vaga está definida para o PP. João Leão ou Negromonte? Qual dos dois agrega mais na chapa?

Eu não fiz essas contas. Não sei se dentro desse perfil dá o PP. Eu entendo que essa é uma definição que deve ser coordenada pelo governador e pelos operadores políticos, e tanto Marcelo Nilo como João Leão e Mário Negromonte têm o perfil da agregação, porque vêm com uma indicação partidária, unindo todos os seus correligionários pra somar forças para a chapa majoritária.

Na oposição não houve brigas para a composição de vice, sendo escolhido o ex-prefeito de Mata de São João, João Gualberto (PSDB). Já na situação há essa "guerra de foice". Como você encara essa situação?

Ninguém cobiça árvores que não tenham bons frutos. Eu acho que a classe política está entendendo que há uma expectativa de vitória na chapa de situação, coordenada pelo governador Jaques Wagner e que tem Rui Costa como cabeça, e por isso mesmo essa boa disputa pela vice. Eu diria que isso é bom problema. O problema ruim enfrenta a oposição que não consegue nem montar os seus candidatos indicados.

Como você vê essa disputa e indefinição da oposição?

A oposição não tem um programa para a Bahia. Perdeu a eleição aqui há oito anos e deixaram o estado como campeão de desigualdades sociais e estão se juntando em cima de um único fator convergente que é: não gostar do PT. Isso é muito pouco para dar liga, por isso mesmo que é esse bate cabeça. Se tivesse um projeto de governo para o estado e se afirmasse em torno de ideias, certamente essas ideais e princípios falariam mais forte sobre os nomes e já teria apresentado uma alternativa política para o nosso estado.

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