Rodoviários denunciam greve "combinada" entre sindicato e empresas

Trabalhadores contrários à atual gestão do Sindicato dos Rodoviários de Porto Alegre denunciam uma possível articulação de greve, supostamente combinada entre a entidade e as empresas de ônibus; a paralisação estaria marcada para ocorrer a partir desta terça-feira (15); em consequência da suspensão do reajuste da tarifa, há 20 dias, os consórcios já confirmaram que o depósito do adiantamento salarial dos funcionários, não vai incluir os 11,8% de aumento previstos no dissídio da categoria; uma eventual greve serviria para que os trabalhadores cobrassem o pagamento, e os empresários transferissem a cobrança à Prefeitura e à Justiça

Porto Alegre, RS, 27/11/2013 Corredor de �nibus da Zona Sul apresenta resultados positivos Foto: Anselmo Cunha/PMPA
Porto Alegre, RS, 27/11/2013 Corredor de �nibus da Zona Sul apresenta resultados positivos Foto: Anselmo Cunha/PMPA (Foto: Leonardo Lucena)

Rio Grande do Sul 247 - Trabalhadores contrários à atual gestão do Sindicato dos Rodoviários de Porto Alegre denunciam nesta segunda-feira (14) uma possível articulação de greve, supostamente combinada entre a entidade e as empresas de ônibus. A paralisação estaria marcada para ocorrer a partir desta terça-feira (15).

Em consequência da suspensão do reajuste da tarifa, há 20 dias, os consórcios já confirmaram que o depósito do adiantamento salarial dos funcionários, não vai incluir os 11,8% de aumento previstos no dissídio da categoria. Uma eventual greve serviria para que os trabalhadores cobrassem o pagamento, e os empresários transferissem a cobrança à Prefeitura e à Justiça.

De acordo com o delegado sindical titular da Carris, Luis Afonso Martins, a categoria está dividida sobre a negociação, mas predomina o sentimento de não apoiar uma "greve branca". Ele disse que, se os próprios empresários forem responsáveis pela paralisação, a Prefeitura teria o direito de romper os contratos e assumir o controle de todo o sistema do transporte público.

"Não vamos aderir a uma greve patronal, que só teria o interesse de beneficiar as empresas junto aos órgãos judiciários. Os trabalhadores têm a consciência de que, se as empresas tomarem essa atitude, caberá à Prefeitura encampar todo o transporte", afirmou. As informações são do Correio do Povo.

Outro lado

O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Adair da Silva, negou qualquer planejamento de greve. Segundo ele, em caso de confirmação dos salários reduzidos, a saída. será buscar o dissídio através de nova ação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT).

"A gente não tem projeto nenhum para paralisação porque temos que esperar o fato acontecer. Estamos esperando os contracheques para a gente confirmar e tomar uma atitude. Já temos tudo pronto para o caso de redução salarial. O primeiro passo será ingressar no TRT. Depois, vamos reunir a diretoria e definir o rumo", complementou.

A Associação dos Transportadores de Passageiros (ATP) também negou participar de qualquer movimentação para suspender o serviço de ônibus e Porto Alegre.

No entanto, por meio de novas ações judiciais, os empresários aumentaram a pressão para que a Prefeitura se responsabilize pelos prejuízos enquanto o reajuste da passagem permanecer suspenso. À Rádio Gaúcha, no último fim de semana, o vice-prefeito da Capital, Sebastião Melo (PMDB), afirmou que o executivo municipal vai recorrer.

 

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