Roteiros de Minas estão mais competitivos

Estudo de Competitividade do Ministério do Turismo (MTur), baseado em modelos internacionais, revela que as cidades mineiras estão mais preparadas para receber os visitantes. Na avaliação deste ano, o índice apurado em Minas (56,7) subiu na comparação com o resultado da última pesquisa (56,5), que data de 2010

Estudo de Competitividade do Ministério do Turismo (MTur), baseado em modelos internacionais, revela que as cidades mineiras estão mais preparadas para receber os visitantes. Na avaliação deste ano, o índice apurado em Minas (56,7) subiu na comparação com o resultado da última pesquisa (56,5), que data de 2010
Estudo de Competitividade do Ministério do Turismo (MTur), baseado em modelos internacionais, revela que as cidades mineiras estão mais preparadas para receber os visitantes. Na avaliação deste ano, o índice apurado em Minas (56,7) subiu na comparação com o resultado da última pesquisa (56,5), que data de 2010 (Foto: Leonardo Attuch)
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Da Agência Minas - Estudo de Competitividade do Ministério do Turismo (MTur), baseado em modelos internacionais, revela que as cidades mineiras estão mais preparadas para receber os visitantes. Na avaliação deste ano, o índice apurado em Minas (56,7) subiu na comparação com o resultado da última pesquisa (56,5), que data de 2010, com destaque para o bom desempenho dos indicadores de infraestrutura e dos aspectos ambientais, turísticos e culturais. Dos 65 destinos do Brasil avaliados, quatro deles são de Minas Gerais: Belo Horizonte, Ouro Preto, Tiradentes e Diamantina.

Secretaria de Estado de Turismo, em parceria com o MTur e a Fundação Getúlio Vargas (FGV), ampliou o diagnóstico e analisou mais 18 destinos indutores do turismo no Estado, dando mais abrangência e relevância aos resultados. Ao todo, foram avaliadas 61 variáveis distribuídas em 13 dimensões que mostram a situação atual dos municípios mineiros, tornando mais viável a definição de ações e de políticas públicas que visem o desenvolvimento da atividade turística local.

"Conseguimos crescer considerando que foi um processo muito complicado. Tivemos o período de troca de gestão municipal e o Ministério do Turismo ficou um tempo parado”, ressalta o diretor de pesquisa, informação e estatística da Setur, Rafael Almeida de Oliveira.  “O destino tem um diagnóstico mais preciso do que está mais forte e do que tem que melhorar, para focar os investimentos nas áreas que foram apontadas como gargalo”, acrescenta.

Segundo o estudo, os melhores índices das cidades mineiras estão ligados aos indicadores Aspectos Ambientais (72,3 pontos), Infraestrutura Geral (71,6 pontos) e Atrativos Turísticos (63,1 pontos). Além da significativa pontuação, o indicador Infraestrutura Geral também apresenta a maior evolução (+12 pontos). O item avalia, entre outros pontos, a limpeza pública, a conservação urbana e a presença da Polícia Militar e doCorpo de Bombeiros. A Economia Local (+9,9 pontos) e os Aspectos Culturais (+4,6 pontos) também estão entre os elementos que registraram os maiores avanços.

Com notas mais elevadas, das 22 cidades mineiras que participaram da pesquisa, sete foram classificadas de nível 4 e 14 de nível 3, em uma classificação que vai de 1 a 5. As notas específicas de cada município não são divulgadas. “A pesquisa não tem o objetivo de comparação. Tem a intenção de propor ao destino turístico o acompanhamento das notas. Destinos turísticos têm vocações diferentes e fica difícil compará-los. Não é o foco”, esclarece Rafael.

Indicadores de acesso, serviços, equipamentos turísticos, marketing, políticas públicas, cooperação regional, monitoramento, capacidade empresarial e sociais também foram considerados. Para mais informações, acesse o Observatório do Turismo de Minas Gerais.

ProAcesso e ProAero

Para o diretor da Setur, Rafael de Oliveira, o bom desempenho do Estado no indicador Infraestrutura Geral tem uma explicação: o investimento do Governo de Minas em dois programas estruturantes. “Começamos a investir mais no Proacesso e no Proaero. Principalmente no Proacesso, que ligou os municípios de Minas Gerais por mais rodovias. Isso facilitou o turismo”, acredita.

O Programa de Pavimentação de Ligações e Acessos Rodoviários aos Municípios (Proacesso), da Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop), foi lançado pelo Estado em 2004, pelo ex-governadorAécio Neves. Dos 225 municípios que não tinham ligação asfálticas, cerca de 215 já têm estradas asfaltadas e  em outros 10 as obras estão sendo concluídas. Para dar continuar ao programa, provendo as cidades de infraestrutura, foi lançado, em 2010, o Caminhos de Minas, considerado o maior programa rodoviário da história de Minas.

A previsão é de que as obras envolvam, aproximadamente, 7,8 mil km de rodovias, distribuídos por 242 trechos, beneficiando diretamente 306 municípios e 7,3 milhões de mineiros. A primeira fase do programa prevê investimento de R$ 3,3 bilhões para implantar 1.670 quilômetros de rodovias.

Por sua vez, o Programa Aeroportuário do Estado de Minas Gerais (ProAero), também da Setop, foi criado em 2003 e tem a intenção de promover a melhoria, ampliação e revitalização da malha aeroportuária de 33 terminais em todo o Estado.

Boas práticas

A pesquisa também identificou boas práticas relacionadas ao turismo desenvolvidas pela população que ajudam a elevar a competitividade das cidades de mineiras. Um dos exemplos é o projeto Abraçando o Morro Redondo, no município de Itabira, na região Central de Minas. A iniciativa tem o objetivo de valorizar a beleza natural do Morro Redondo e torná-lo uma referência para o turismo sustentável, além de promover a religiosidade e as tradições locais. Entre as ações já realizadas pelo projeto está a revitalização da Capela Senhor do Bonfim e a construção de um chafariz no local. Para a segunda etapa, estão previstos a construção de um deck e de uma confraria, a iluminação externa e a recuperação ambiental.

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