RS suspende uso de larvicida no combate ao Aedes

Secretário de Saúde do Rio Grande do Sul, João Gabbardo dos Reis, anunciou que determinou a suspensão do larvicida Pyriproxyfen, apontado em nota técnica da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) , como possível causador de microcefalia; produto é utilizado em caixas d'água para eliminar larvas do mosquito  Aedes Aegypti, que transmite a dengue, febre chikungunya e o vírus Zika; "A suspeita é suficiente para nos fazer decidir pela suspensão do uso. Nós não podemos correr esse risco", disse; anúncio foi feito neste sábado (13), Dia Nacional de Mobilização Contra o Mosquito

Secretário de Saúde do Rio Grande do Sul, João Gabbardo dos Reis, anunciou que determinou a suspensão do larvicida Pyriproxyfen, apontado em nota técnica da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) , como possível causador de microcefalia; produto é utilizado em caixas d'água para eliminar larvas do mosquito  Aedes Aegypti, que transmite a dengue, febre chikungunya e o vírus Zika; "A suspeita é suficiente para nos fazer decidir pela suspensão do uso. Nós não podemos correr esse risco", disse; anúncio foi feito neste sábado (13), Dia Nacional de Mobilização Contra o Mosquito
Secretário de Saúde do Rio Grande do Sul, João Gabbardo dos Reis, anunciou que determinou a suspensão do larvicida Pyriproxyfen, apontado em nota técnica da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) , como possível causador de microcefalia; produto é utilizado em caixas d'água para eliminar larvas do mosquito  Aedes Aegypti, que transmite a dengue, febre chikungunya e o vírus Zika; "A suspeita é suficiente para nos fazer decidir pela suspensão do uso. Nós não podemos correr esse risco", disse; anúncio foi feito neste sábado (13), Dia Nacional de Mobilização Contra o Mosquito (Foto: Paulo Emílio)
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Daniel Isaia, repórter da Agência Brasil - No Dia Nacional de Mobilização contra o Mosquito Aedes Aegypti em Porto Alegre, o secretário de Saúde do Rio Grande do Sul, João Gabbardo dos Reis, anunciou que suspendeu o uso do larvicida Pyriproxyfen, apontado em nota técnica da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) , como possível causador de microcefalia. O produto é utilizado em caixas d'água para eliminar larvas do mosquito vetor da dengue, da febre chikungunya e do vírus Zika. "A suspeita é suficiente para nos fazer decidir pela suspensão do uso. Nós não podemos correr esse risco", disse Gabbardo.

O mutirão na capital gaúcha começou às 8h30 da manhã de hoje (13). com solenidade de abertura na Gerência Distrital de Saúde do Partenon, na zona leste da cidade, com a participação do prefeito José Fortunati, do governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, e do ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga.

O ministro lembrou de seu passado como prefeito de Manaus e governador do Amazonas, onde doenças como a dengue são endêmicas: "Já enfrentei esse mosquito e sei da união que é necessária para vencer essa situação." A ação conjunta das esferas municipal, estadual e federal também também foi destacada nos discursos de Sartori e Fortunati, que lembraram do esforço recente contra os danos causados pelo forte temporal do dia 29 de janeiro.

Durante a manhã, 1.550 militares do Exército e 150 funcionários de saúde do município e do estado visitaram cerca de 40 mil domicílios de onze bairros porto-alegrenses. As casas que estavam fechadas vão ser visitadas novamente à tarde. Na ação de hoje, os agentes apenas conversaram com a população para reforçar os cuidados contra o Aedes aegypti e orientar sobre como denunciar possíveis focos do inseto. A partir do dia 15, as visitas terão objetivo de localizar e eliminar os locais onde o mosquito se reproduz.

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O aposentado Lucídio Garbinato teve dengue hemorrágica há três anos, e contou que escapou da morte por um "detalhe". Ele e a esposa foram receptivos e conversaram durante vários minutos com os militares que os visitaram hoje de manhã. "Achei maravilhosa a convocação do Exército para essa tarefa. Os militares são muito disciplinados, e essa disciplina é o que está faltando pra gente combater esse mosquito", afirmou Garbinato.

Nos condomínios, os agentes conversaram com os síndicos e pediram para que as orientações fossem repassadas aos demais moradores. Gilberto Aguilar, síndico de um prédio no Partenon, contou que está sempre em contato com os condôminos e com os vizinhos para eliminar os focos e impedir que o Aedes aegypti se prolifere nas redondezas: "Eu já fazia isso há bastante tempo pelo medo da dengue. Agora, com a zika e a chikungunya, esses cuidados foram redobrados".

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Os agentes que participam do mutirão afirmaram que foram bem recebidos pela população. Elaine Riegel, funcionária da Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre, contou que vários moradores a chamaram para entrar e conferir os cuidados que eles tomaram contra o inseto. A experiência da manhã de hoje foi suficiente para convencê-la de que as pessoas estão mobilizadas: "Se todo mundo continuar ajudando e se organizando dentro do seu espaço, a gente vai vencer esse mosquito".

Edição: Maria Claudia

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