Rúgbi sobre rodas

Equipe brasiliense formada h dois anos j tem atletas convocados para a seleo brasileira

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Sabrina Fiuza_Brasília247 – A equipe Rúgbi em Cadeiras de Rodas Águia do Gama foi criada em 2009, pela Associação dos Deficientes do Gama e Entorno. O time já participou de campeonatos brasileiros e tem atletas convocados para integrar a seleção brasileira, que participará do Pan-Americano de Rúgbi, do dia 18 ao dia 25, na Colômbia. São eles o atacante José Higino e o defensor Daniel Davidson.

O time começou com cinco atletas. Hoje são 13. De acordo com o treinador da equipe, Antônio Manoel Pereira, também cadeirante, a maioria é tetraplégica. "O time foi criado para colocar em atividade os cadeirantes que não praticam esporte", explica. Deu tão certo que o time passou a competir de verdade.

A equipe participou no ano passado do 3º Campeonato Brasileiro de Rúgbi e conquistou o oitavo lugar. Neste ano, subiu para a quarta colocação. "Trabalho com a equipe há oito meses e o resultado é muito agradável", comemora o técnico.

Os treinos são realizados três vezes por semana, na quadra de esportes do Centro de Orientação Socioeducacional Oeste, no Gama. As regras do rúgbi para cadeirantes são simples: o jogador tem 40 segundos para fazer gol, 12 segundos para atravessar do campo defensivo para o ataque e dez segundos para conduzir a bola no colo. "Caso ultrapasse esse limite, perde a posse de bola", diz o treinador. São quatro jogadores de cada lado.

A posição de cada jogador é definida de acordo com suas limitações físicas. A lesão do atleta é classificada entre 0,5 e 3,5. Até 1,5 são os jogadores que ficam na defensiva, não têm muita velocidade, mas sim agilidade e boa marcação. De 2 em diante jogam os atacantes, mais rápidos e com capacidade de fazer arremessos mais longos.

A bola, como no convencional, só pode ser passada para trás. A usada entre os cadeirantes do rúgbi é de vôlei. "O nosso rúgbi se assemelha com o basquete, já que usamos a mesma quadra, mas usamos bola de vôlei", diz Pereira. "Por outro lado, tem um pouco de handball no arremesso, mas regra de rúgbi."

O presidente da Associação dos Deficientes do Gama e Entorno, Francisco Martins, espera que jogadores da equipe façam parte da seleção brasileira em 2016, ano em que serão realizadas as Paraolimpíadas, no Rio de Janeiro. "Nós fazemos um trabalho profissional e social", diz. "Tiramos eles de casa, inserimos no esporte e temos grande expectativa de vê-los na seleção."

Para mais informações sobre o Águia do Gama, entre em contato com a Associação dos Deficientes do Gama e Entorno: [email protected]

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