Rui critica ‘politização’ sobre bambuzal do aeroporto

O ano eleitoral continua quente na Bahia com a queda de braço entre prefeitura de Salvador e governo do Estado; o novo capítulo começou no final de semana, com o bambuzal do aeroporto; o governador Rui Costa (PT) acusou a Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo de "politizar" a discussão sobre a poda de alguns pés de bambu; "Foi retirado 0,19% e se transformou numa questão política e até de fabricação de notícias falsas, fake news", disse Rui; no sábado (20) circulou nas redes sociais uma informação falsa de que Rui teria dito que a retirada do vegetal deixaria a entrada do aeroporto mais bonita

Rui Costa
Rui Costa (Foto: Romulo Faro)

Tribuna da Bahia - Ganhou mais um capítulo, neste final de semana, o atrito entre a prefeitura de Salvador e o governo da Bahia. Desta vez, o motivo foi o bambuzal do aeroporto. O governador Rui Costa (PT) acusou, ontem, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur) de "politizar" a discussão sobre o corte do bambuzal no aeroporto.

"O alvará para construção da passarela durou 11 meses. Para aprovar o paisagismo, foram 10 meses. Isso compromete. Questões técnicas são transformadas de forma permanente em questões políticas e deveriam ser tratadas do ponto de vista técnico. Foi retirado 0,19% e se transformou numa questão política e até de fabricação de notícias falsas, fake news", afirmou o chefe do Executivo, durante o 2º Seminário de Mobilidade Urbana, realizado pelo jornal Folha de S.Paulo, na capital paulista. No último sábado (20), circulou, nas redes sociais, uma informação falsa de que o governador Rui Costa teria dito que a retirada do vegetal deixaria a entrada do aeroporto mais bonita.

Com autorização do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), a CCR Metrô Bahia começou a cortar parte da vegetação do local, mas foi proibida de continuar após ser autuada e multada pela Sedur. A concessionária informou que parte do bambuzal será retirada para o alargamento de uma via que deve facilitar a integração dos ônibus com a futura estação de metrô.

Segundo a CCR, apenas 0,19% da vegetação total será cortada. A Sedur disse que a obra foi embargada porque compete somente ao Município a concessão de licenças para estas atividades. De acordo com o órgão, para "driblar a legislação", a CCR pediu autorização ao Inema.

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