Sartori não garante salário em dia para 2016

O governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, anunciou uma boa notícia para o funcionalismo: o salário de dezembro seria depositado integralmente na conta de cada servidor estadual; mas, ao projetar um 2016 cercado de dificuldades, não prometeu o repasse em dia dos vencimentos nos próximos meses; "Vou usar uma expressão já conhecida: nós estamos, praticamente, matando um leão por dia", afirmou o chefe do executivo gaúcho, nos jardins do Palácio Piratini, em Porto Alegre; executivo gaúcho terá um alívio nas contas com o novo indexador das dívidas dos estados, publicado pelo governo federal 

O governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, anunciou uma boa notícia para o funcionalismo: o salário de dezembro seria depositado integralmente na conta de cada servidor estadual; mas, ao projetar um 2016 cercado de dificuldades, não prometeu o repasse em dia dos vencimentos nos próximos meses; "Vou usar uma expressão já conhecida: nós estamos, praticamente, matando um leão por dia", afirmou o chefe do executivo gaúcho, nos jardins do Palácio Piratini, em Porto Alegre; executivo gaúcho terá um alívio nas contas com o novo indexador das dívidas dos estados, publicado pelo governo federal 
O governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, anunciou uma boa notícia para o funcionalismo: o salário de dezembro seria depositado integralmente na conta de cada servidor estadual; mas, ao projetar um 2016 cercado de dificuldades, não prometeu o repasse em dia dos vencimentos nos próximos meses; "Vou usar uma expressão já conhecida: nós estamos, praticamente, matando um leão por dia", afirmou o chefe do executivo gaúcho, nos jardins do Palácio Piratini, em Porto Alegre; executivo gaúcho terá um alívio nas contas com o novo indexador das dívidas dos estados, publicado pelo governo federal  (Foto: Leonardo Lucena)
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Rio Grande do Sul 247 - O governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, anunciou uma boa notícia para o funcionalismo: o salário de dezembro seria depositado integralmente na conta de cada servidor estadual. Mas, ao projetar um 2016 cercado de dificuldades, não prometeu o repasse em dia dos vencimentos nos próximos meses.

"O que acontece daqui para a frente vamos ter de avaliar a cada dia, a cada hora, mesmo com o aumento (da alíquota do ICMS) e com os projetos aprovados pela Assembleia Legislativa. Vou usar uma expressão já conhecida: nós estamos, praticamente, matando um leão por dia", afirmou o chefe do executivo gaúcho, nos jardins do Palácio Piratini, em Porto Alegre.

Até o início da manhã desta quarta-feira (31), 77% dos servidores do Estado haviam recebido o total de seus salários. Os outros 23%, que têm vencimentos superiores a R$ 3,7 mil, ainda não sabiam se teriam o restante depositado em dia.

A folha do funcionalismo está sendo pagada em dia graças à entrada da receita do IPVA, do saque de depósitos judiciais e do valor acumulado no Caixa Único. Como consequência, outros compromissos, entre eles, o pagamento de serviços terceirizados e fornecedores, serão  atrasados. Faltam cerca de R$ 200 milhões para que a Secretaria da Fazenda do Estado feche as contas com o funcionalismo (17% do total da folha, que soma R$ 1,2 bilhão por mês).

"Em janeiro a situação é angustiante, mas um pouco mais confortável, porque ainda temos o rescaldo do ICMS um pouco mais engordado de dezembro, o IPVA até dia 4 (prazo para pagamento do imposto com desconto máximo) e a economia que, no primeiro mês do ano, costuma se comportar bem. Talvez consigamos, mais cedo, garantir que a folha de pagamento seja paga na plenitude", afirmou.

O cenário financeiro deve se agravar em fevereiro, com a expectativa de queda de receita. Nem o aumento da alíquota básica de ICMS é visto como solução: o Piratini projeta que a medida injete R$ 2 bilhões nos cofres do Estado no próximo ano, o equivalente um terço da previsão de déficit de 2015 e 2016. Somados os dois anos, o Estado deve acumular mais de R$ 7 bilhões no vermelho.

De acordo com o governo, a aprovação de uma série de projetos em 2015 (além do aumento do ICMS, Sartori citou a criação da previdência complementar e a Lei de Responsabilidade Fiscal do Estado) representa o início da recuperação do Estado. Mas não soluciona o rombo.

O governador termina o ano tendo apresentado seis pacotes de ajuste fiscal, e evitou sinalizar se novas medidas de austeridade que virão em 2016. "Agora temos de percorrer um outro caminho, que é o caminho da execução", complementou.

 

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