Seca causa prejuízos superiores a R$ 6 bilhões

As perdas nas lavouras do Nordeste causadas pela maior seca dos últimos 50 anos, que atinge quase 1,5 mil municípios e mais dez milhões em pessoas, chegam a R$ 3,6 bilhões apenas nas dez principais culturas cultivadas na região; de acordo com o IBGE, se for contabilizado o número de cabeças de gado perdidas pela estiagem, o prejuízo chega a R$ 6,8 bilhões; saldo de empregos na também é o menor dos últimos dez anos e o pior: a estiagem deverá se estender até o segundo semestre, podendo chegar até fevereiro de 2014

Seca causa prejuízos superiores a R$ 6 bilhões
Seca causa prejuízos superiores a R$ 6 bilhões

PE247 – As perdas nas lavouras do Nordeste provocadas pela maior seca dos últimos 50 anos, que atinge quase 1,5 mil municípios e mais de dez milhões em pessoas, chegam a R$ 3,6 bilhões levando em conta dez principais culturas cultivadas na Região. O saldo de empregos atingiu o menor nível nos últimos dez anos e o pior: a estiagem deverá se estender até o segundo semestre, podendo chegar até  fevereiro de 2014. De acordo com o economista-chefe do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Aldemir Freire, se for contabilizado o número de cabeças de gado perdidas pela estiagem, o prejuízo chega a R$ 6,8 bilhões. A estimativa é que o rebanho sofra uma redução de 16,3%, de 29,6 milhões de cabeças em 2011, segundo Pedro Gama, da Embrapa Semiárido.

O rombo de R$ 3,6 bilhões refere-se às culturas de feijão, arroz, castanha de cajú, milho, algodão, banana, cana de açúcar, mandioca, soja e café. De acordo com levantamento do IBGE, a pedido do jornal Folha de S. Paulo e publicado neste domingo (5), as maiores perdas ocorreram nas plantações de milho comparando 2012 com 2011 (R$ 961 milhões) e milho (R$ 532 milhões). O prejuízo equivale, por exemplo, a quase metade do valor da transposição do rio São Francisco, orçada em R$ 8,2 bilhões.

“Mesmo se pegarmos os preços de 2012 (quando a inflação acelerou com as perdas de safra), teríamos prejuízo superior a R$ 2 bilhões”, declarou Aldemir Freire. O Ceará, por exemplo, é um dos estados que mais sofrem os efeitos da seca. Naquele estado, 96% dos municípios estão em situação de emergência. A produção agrícola declinou 1,9 milhões de toneladas para 230 mil toneladas. Somente 30% das áreas que possibilitam plantios contam com o cultivo de algum alimento.

Ao Pernambuco 247, o Sindicato das Indústrias do Açúcar e do Álcool (Sindaçúcar-PE) informou que, no caso da cana de açúcar, por exemplo, foram produzidas 13.149.783 na safra 2012/2013 (setembro/março), uma queda de 24,5% em relação à safra 2011/2012, quando foram produzidas 17.515.890 toneladas. Em consequência, a produção de etanol também foi afetada, ao passar de 357.606 metros cúbicos (m³) para 265.219 m³.

Quanto à criação de empregos na agropecuária, o levantamento do IBGE apontou que em 2011 foram gerados 13 mil postos de trabalho com carteira assinada no setor, enquanto que no ano passado houve um déficit de 18 mil vagas, um recorde nesta década. Além disso, 244.825 trabalhadores estavam ligados ao setor em 2012, porém em março deste ano foram computados 223.640 postos de trabalho associados ao setor agropecuário. “A mecanização nas lavouras e outros fatores eliminam postos de trabalho, mas a seca é a grande responsável pelas demissões”, declarou o diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura, Antoninho Rovaris, à Folha de S. Paulo.

 

 

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