Seca: Temer não paga e pipeiros param entrega de água em Alagoas

A manifestação cobra o pagamento dos valores por parte do governo do presidente Michel Temer (PMD), que em alguns casos chega a quatro meses de atraso; 37 motoristas da Operação Pipa participam da paralisação, que segue por tempo indeterminado até que a situação seja resolvida; em Pariconha, no Sertão de Alagoas, há bloqueio do manancial da cidade que atende 10 municípios e 269 comunidades, o que atinge quase 50 mil pessoas

A manifestação cobra o pagamento dos valores por parte do governo do presidente Michel Temer (PMD), que em alguns casos chega a quatro meses de atraso; 37 motoristas da Operação Pipa participam da paralisação, que segue por tempo indeterminado até que a situação seja resolvida; em Pariconha, no Sertão de Alagoas, há bloqueio do manancial da cidade que atende 10 municípios e 269 comunidades, o que atinge quase 50 mil pessoas
A manifestação cobra o pagamento dos valores por parte do governo do presidente Michel Temer (PMD), que em alguns casos chega a quatro meses de atraso; 37 motoristas da Operação Pipa participam da paralisação, que segue por tempo indeterminado até que a situação seja resolvida; em Pariconha, no Sertão de Alagoas, há bloqueio do manancial da cidade que atende 10 municípios e 269 comunidades, o que atinge quase 50 mil pessoas (Foto: Voney Malta)

Alagoas 247 - Enfrentando umas das maiores estiagem da história - que vem atingindo municípios de todas as regiões de Alagoas, os pipeiros,  responsáveis pelo abastecimento no semiárido alagoano, fazem um protesto nesta segunda-feira (6), em Pariconha, com bloqueio dos pontos de abastecimento. O manancial da cidade atende a outros 10 municípios e 269 comunidades, afetando quase 50 mil pessoas. 

A manifestação cobra o pagamento dos valores por parte do governo federal, que em alguns casos chega a quatro meses de atraso. Ao todo, 37 motoristas da Operação Pipa participam da paralisação, que segue por tempo indeterminado até que a situação seja resolvida.

"Nosso ato é pacífico e temos uma série de reivindicações com o 59º Batalhão de Infantaria Motorizado Geral. Uma delas é o pagamento, tem pessoas rodando há 120 dias sem receber, como eu, por exemplo. Não chegou dinheiro e temos contas a pagar, família", diz Saulo Soares.

De acordo com ele, os pipeiros foram informados apenas que a verba relativa à operação teria voltado para o governo federal. "Disseram que o dinheiro voltou, mas pelo que nos falaram ele já está na conta do Exército, tanto que pagaram uma parte a algumas pessoas. Mas ninguém nos explicou nada". 

Além da remuneração, os motoristas pretendem discutir ainda as condições de trabalho dos envolvidos na entrega de água em cidades com seca. Em alguns municípios, há a cobrança nos mananciais e eles acreditam que deveria haver uma contrapartida das prefeituras para cobrir isso. 

"Aqui em Pariconha não pagamos a água ainda, mas em outros locais é cobrado e deveria haver uma ajuda para isso. O Exército exige uma série de condições e só temos deveres e não temos direitos", expõe Saulo. "Estamos revindicando até que alguém entre em contato para resolver a situação", completa.

Segundo ele, ainda não houve contato dos responsáveis pela Operação Pipa e o abastecimento segue paralisado até que isso aconteça. Por dia, os pipeiros do manancial de Pariconha entregam 926 mil litros de água 

"Vamos ficar parados por tempo indeterminado até que alguém negocie com a gente. Não temos canal direto com uma pessoa que seja responsável e isso seria bem simples, até. Todo mundo tem um celular, mas não temos o contato dessa pessoa dentro do Exército. Queremos um canal de comunicação aberto com eles".

Com gazetaweb.com

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