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Secretaria diz que Vale não podia usar barragem

O transporte de rejeitos de minério de ferro da mina de Alegria, da Vale (controladora da Samarco), para a barragem de Fundão não estava previsto no processo de licenciamento da represa; foi o que informou ontem a Secretaria do Meio Ambiente de Minas Gerais; conforme a pasta, o transporte poderia ser realizado desde que estivesse dentro dos autos de licenciamento; para justificar o transporte de rejeitos, a Vale apresentou contrato de 1989, entre a empresa Samitri e a Samarco, estabelecendo o envio do material

Mariana (MG) - barragem pertencente à mineradora Samarco se rompeu no distrito de Bento Rodrigues, zona rural a 23 quilômetros de Mariana, em Minas Gerais (Corpo de Bombeiros/MG - Divulgação) (Foto: José Barbacena)

Minas 247 - O transporte de rejeitos de minério de ferro da mina de Alegria, da Vale (controladora da Samarco), para a barragem de Fundão não estava previsto no processo de licenciamento da represa. Foi o que informou ontem a Secretaria do Meio Ambiente de Minas Gerais. Conforme a pasta, o transporte poderia ser realizado desde que estivesse dentro dos autos de licenciamento.

Segundo a Vale, 5% dos 55 milhões de m³ de rejeitos de minério de ferro de Fundão, que se rompeu em 5 de novembro, saíram da mina de Alegria. O Ministério Público Federal afirma que o volume seria ainda maior, de 28%. Para justificar o transporte de rejeitos, a Vale apresentou contrato de 1989, entre a empresa Samitri e a Samarco, estabelecendo o envio do material. A duas empresas foram compradas pela Vale na década de 1990.

Subiu para 16 o número de mortes confirmadas pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana. Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, o corpo achado ontem perto do distrito de Camargos, a 7 km do local do acidente, é de Antônio Prisco de Souza, de 74 anos, morador de Bento Rodrigues. O reconhecimento foi feito por familiares.