Secretário relata déficit de R$ 50 mi na Fundação de Saúde em 2014

O secretário de Estado da Saúde, Zezinho Sobral, revelou ontem que a Fundação Hospitalar de Saúde encerrou o ano passado com um balanço deficitário em suas contas; de acordo com ele, em audiência pública na comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, o órgão tinha uma previsão no orçamento de R$ 666,8 milhões, mas teve despesas que chegaram a R$ 716,5 milhões; só o Hospital de Urgência de Sergipe representa um gasto diário de R$ 900 mil, em média

O secretário de Estado da Saúde, Zezinho Sobral, revelou ontem que a Fundação Hospitalar de Saúde encerrou o ano passado com um balanço deficitário em suas contas; de acordo com ele, em audiência pública na comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, o órgão tinha uma previsão no orçamento de R$ 666,8 milhões, mas teve despesas que chegaram a R$ 716,5 milhões; só o Hospital de Urgência de Sergipe representa um gasto diário de R$ 900 mil, em média
O secretário de Estado da Saúde, Zezinho Sobral, revelou ontem que a Fundação Hospitalar de Saúde encerrou o ano passado com um balanço deficitário em suas contas; de acordo com ele, em audiência pública na comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, o órgão tinha uma previsão no orçamento de R$ 666,8 milhões, mas teve despesas que chegaram a R$ 716,5 milhões; só o Hospital de Urgência de Sergipe representa um gasto diário de R$ 900 mil, em média (Foto: Valter Lima)
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247 com ASN - O secretário de Estado da Saúde, Zezinho Sobral, revelou ontem que a Fundação Hospitalar de Saúde encerrou o ano passado com um balanço deficitário em suas contas. De acordo com ele, em audiência pública na comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, o órgão tinha uma previsão no orçamento de R$ 666,8 milhões, mas teve despesas que chegaram a R$ 716,5 milhões. Só o Hospital de Urgência de Sergipe representa um gasto diário de R$ 900 mil, em média. Em 2014, o governo investiu no Huse R$ 337,4 milhões. Na Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, o investimento foi de 83,3 milhões, enquanto o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) consumiu R$ 6,7 milhões.

No encontro, no qual prestou contas do terceiro quadrimestre de 2014, Zezinho Sobral disse que o governo estadual arca, atualmente, com mais de 75% das despesas com Saúde Pública em Sergipe, o que representou um investimento de R$ 692.839.986,48. Os recursos do Fundo Nacional de Saúde chegaram a 208.640.262,86. O gasto total foi superior a R$ 900 milhões.

“Verificamos que, de um modo em geral, o público do Sistema Único de Saúde (SUS) cresce a cada momento. Sem demérito aos planos de saúde privada, temos além do público que não é segurado (cerca de 160 milhões de brasileiros), temos também acudido ao público dos planos de saúde porque algumas especialidades e procedimentos que não são cobertos pelos planos, invariavelmente recorrem ao SUS e o SUS faz, até mesmo por obediência às ações judiciais que chegam?”, disse o secretário.

José Sobral destacou ainda que “temos apenas 12% dos recursos para a saúde e a complexidade cresce a cada dia”. “Nosso financiamento é o menor. Precisamos criar uma condição melhor para financiar a saúde e isso é uma realidade de todo o Brasil. Mostramos nesta apresentação aos deputados como os recursos em Sergipe são aplicados para que eles e o povo sergipano tenham a objetividade de onde tudo é aplicado”, frisou.

De acordo com o secretário, a execução orçamentária da Secretaria de Estado da Saúde com a Fundação de Saúde Parreiras Horta no ano de 2014 foi de R$ 34.461.874,26. Já com a Fundação Estadual de Saúde (Funesa), foram gastos R$ 24.858.512,76.

Setores

Durante a apresentação, José Sobral destacou a ampliação do acesso da população aos serviços de saúde a partir da Atenção Básica. Das 93 Clínicas de Saúde da Família programadas para construção pelo Governo do Estado, 87 já foram entregues (sendo 22 com padrão 24 horas com sala de estabilização), 3 estão em fase de inauguração e 2 estão em fase de conclusão.

Na Rede de Atenção Psicossocial, há um fortalecimento nos serviços, com ênfase no enfrentamento da dependência do Crack e outras drogas, com a implantação de centros de atenção psicossocial (CAPS), qualificação de 97% dos agentes comunitários de saúde, auxiliares e técnicos de enfermagem, campanhas educativas que abrangem a Política de Atenção Psicossocial, portaria de habilitação publicada para a implantação de uma unidade de acolhimento adulto e outros.

Na Rede de Atenção Hospitalar e de Urgência e Emergência teve como diretriz a reestruturação garantindo a disponibilização de um conjunto de ações e serviços para atender as necessidades de saúde da população sergipana. Assim, o Governo do Estado investiu em modernização e estruturação, capacitou profissionais e implantou o sistema de Acolhimento e Classificação de Risco na entrada do Huse, modelo instituído pelo Programa SOS Emergências, do Ministério da Saúde, através do Protocolo de Manchester, onde todos os profissionais foram capacitados pelos instrutores do Grupo Brasileiro de Classificação de Risco.

O Governo, através da SES, também implantou a Rede de Cuidado às Pessoas com Deficiência, estruturando no âmbito do SUS. Assim, foram concluídos os Planos Regionais da Rede para as 7 regiões de Saúde. Os planos das regiões de Nossa Senhora da Glória, Nossa Senhora do Socorro e Estância foram finalizados no último quadrimestre em Oficinas Regionais. Além disso, há a construção do Centro de Especialidades em Reabilitação (CER IV), com 21% da obra já executada.

Atenção Oncológica

As ações para fortalecer e garantir o tratamento oncológico do paciente sergipano também foram destacadas pelo secretário José Sobral na apresentação à Comissão de Saúde da Alese. Ele iniciou destacando a construção do Hospital Especializado em Câncer Governador Marcelo Deda Chagas, que está a terraplanagem concluída.

Os projetos complementares (estruturais, elétricos e hidráulicos), arquitetônicos e as planilhas orçamentárias para a edificação do hospital foram aprovados pela Caixa Econômica Federal e o Governo do Estado dará início ao processo de licitação para construção da estrutura da futura e mais importante unidade para tratamento oncológico de Sergipe.

“Todo o projeto do Hospital Especializado em Câncer já tem a aprovação da Comissão Nacional de Energia Nuclear (devido à instalação do acelerador linear) e da Vigilância Sanitária de Aracaju. É uma obra complexa e precisa ter muito rigor na execução. Não é uma obra como outra qualquer. É especial e muito complexa. O terreno de mais de 42 metros quadrados precisa estar plenamente preparado para receber toda a edificação de grande porte. As obras do Hospital do Câncer são realizadas pelo Governo do Estado por intermédio da Seinfra, estão orçadas em R$ 80 milhões, sendo R$ 15 milhões do Proinveste, R$ 32 milhões do Ministério da Saúde e R$ 33 milhões assegurados pelo Governo Federal, além dos recursos do Proredes para a compra de equipamentos”, ressaltou José Sobral.

O secretário de Estado da Saúde abordou também as questões da expansão da radioterapia em Sergipe. “O aparelho de Radioterapia do Huse não para e atende diariamente mais de 90 pessoas pela manhã, tarde e noite. O serviço ganhará em breve outro equipamento do Ministério da Saúde, o que ampliará a oferta. Instalamos o sistema 3D na atual máquina do Huse. Foi assinado um convênio estadual com a SES e o Hospital Cirurgia para a conclusão da obra para a instalação de outro equipamento. Em breve, até a rede particular também ganhará dois equipamentos. Ou seja, a radioterapia em Sergipe terá um grande avanço. Ainda assim, continuamos enviando pacientes, via TFD, para fazer o tratamento radioterápico 3D em Salvador, o que ajuda na diminuição da fila”, complementou. 

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