Seis motivos para ficar longe da poupança

A aplicação não supera a inflação, é desvantajosa em períodos de juros altos e perde para vários outros tipos de investimento de renda fixa que também podem ser considerados seguros, como LCIs, LFTs e fundos DI

Financial Aid
Financial Aid (Foto: Leonardo Attuch)
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A poupança já não é mais uma boa ideia para elevar seu patrimônio financeiro. Apesar de realmente existir uma valorização própria desse investimento, se fizermos uma análise mais abrangente e considerarmos indicadores econômicos que influenciam o cenário, veremos que o dinheiro aplicado em caderneta vai perdendo poder de compra com o passar do tempo. Esse tipo de pensamento, infelizmente, passa despercebido para muitas pessoas.

O objetivo do conteúdo de hoje é dar esse alerta e evitar que você caia nessa corrosão da sua riqueza, aplicando em investimentos mais rentáveis e seguros. Confira, a seguir, 6 motivos que mostram que investir na poupança não vale a pena.

Poupança não supera a inflação

A inflação é a variação dos preços praticados e grande responsável pela perda do poder de compra do dinheiro investido em sua poupança. Num cenário de alta desse indicador, não há como o baixo rendimento da caderneta superar as futuras atualizações do mercado. Por exemplo, se eu tenho 1000 reais aplicados, daqui a um ano essa quantia ajustada não será suficiente para comprar as mesmas coisas que poderiam ser obtidas hoje. O saldo da sua poupança pode até ter aumentado, mas, na prática, você perdeu dinheiro.

Juros altos não favorecem a poupança

Outro fator econômico externo que afeta negativamente os investidores da poupança é a alta das taxas de juros. Existem investimentos que se beneficiam nesse cenário porque são corrigidos de acordo com a Selic, a taxa base dos juros emitida pelo Banco Central. Porém, a poupança, mesmo dependendo do resultado da Selic, varia de maneira fixa, ainda recebendo a correção da TR. Consequentemente, o seu dinheiro aplicado na caderneta não vai fazer frente aos juros cobrados no mercado.

Poupança “velha” também não compensa

A chamada poupança “velha”, que são os depósitos ocorridos antes de 4 de maio de 2012, era um bom negócio nos tempos em que o Banco Central mantinha a Selic a 7,25%. No entanto, com os valores dessa taxa atingindo os patamares atuais, deixar seu dinheiro aplicado na poupança “velha” também deixou de ser uma alternativa viável, sendo recomendado alocar essa quantia em outro investimento capaz de bater as taxas de juros.

Poupança não é o único investimento seguro

Muitas pessoas preferem deixar o seu dinheiro na poupança por conta da segurança proporcionada pelos grandes bancos e pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito), que garante a devolução em até 250 mil reais do seu investimento em caso de quebra da instituição que administra sua conta-poupança. Porém, existem outras modalidades de investimento que também são protegidas pelo FGC e, além disso, são mais rentáveis, como CDB, LCI e LCA. Os bancos de menor porte, apesar parecerem mais arriscados, oferecem uma rentabilidade maior nessas opções, e você também estará resguardado pelo FGC nessas situações.

Outros investimentos são isentos de IR

Outro conceito que costuma influenciar a decisão de investir na poupança é a isenção de imposto de renda. A maioria das pessoas não sabe, mas existem outras modalidades de investimento que também recebem esse benefício: a LCI e a LCA. Além disso, ainda são mais rentáveis que a poupança. O grande problema desses dois investimentos é que eles não possuem a liquidez diária da poupança, tendo um prazo de resgate de, pelo menos, 60 dias.

Investir na poupança não é ideal para curtíssimo prazo

Se sua intenção é aplicar algum dinheiro e retirá-lo rápido, desconsidere a alternativa da poupança. Uma das regras próprias desse investimento é que a quantia aplicada permaneça na conta por 30 dias para ser rentabilizada. Caso haja um saque em 29 dias, você não ganhará nada sobre o dinheiro investido. Existem opções para quem quer trabalhar dentro desse curtíssimo prazo, como os fundos DI, que rentabilizam diariamente, mas, nesse caso, será necessário enfrentar uma alíquota maior de imposto de renda e pagar IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

Investimentos mais rentáveis que a poupança

Diante de tantas desvantagens que cercam a caderneta de poupança, esse é o momento de procurar a ajuda de um planejador financeiro e analisar outras opções de investimentos. Abaixo, listamos algumas mais próximas do perfil da poupança para você dar o próximo passo no crescimento do seu patrimônio.

Certificados de Depósitos Bancários (CDB)

Esse é um dos meios de captação utilizados pelos bancos, tomando recursos de investidores e remunerando-os para poderem fornecer capital a seus clientes. A remuneração desse investimento varia de acordo com os critérios da modalidade contratada, se pré-fixada ou pós-fixada. Dependendo da decisão, o investimento será reajustado por demais indicadores, como Selic, CDI ou inflação. O mais recomendável é procurar acordos com bancos de médio porte, que oferecem uma maior remuneração, pois precisam chamar mais clientes. Apesar de serem mais arriscados, seu investimento em CDB está protegido pelo FGC.

Fundos DI

Os fundos DI são investimentos coletivos regulados por uma legislação da CVM (Comissão de Valores Mobiliários). Funciona como um grupo de pessoas, oficializado por um CNPJ, em que cada um investe seu dinheiro e retira os rendimentos de acordo com o montante aplicado. Normalmente, eles procuram investimentos que rentabilizam pelo CDI e evitam aqueles que podem sofrer perdas, como ações.

Letras Financeiras do Tesouro (LFT)

As LFTs são títulos emitidos pelo governo brasileiro com o objetivo de captar recursos para suas operações financeiras. Direcionados para pessoas físicas, estão disponíveis na plataforma do Tesouro Direto. A remuneração ocorre com base na Selic, sendo uma alternativa bem rentável no atual cenário de juros altos. Se optar por essa alternativa, atenção para o valor das taxas administrativas cobradas, que, dependendo do valor, inviabilizam essa troca de investimentos.

Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA)

São aplicações com o intuito de captar recursos para fomentar as atividades dos setores imobiliário e agrícola, beneficiados também pelo Governo Federal com a isenção do imposto de renda e remuneradas com base no CDI. Infelizmente, não são tão acessíveis quanto outras opções, pois os bancos de maior porte costumam cobrar uma quantia inicial elevada. Bancos médios concedem mais facilidades a esses investimentos.

Está na hora de rever seus valores aplicados na caderneta. Diante das transformações do cenário econômico brasileiro, investir na poupança é ir contra realidade que nos cerca. Procure outras alternativas para continuar rentabilizando seu patrimônio e formando sua riqueza. Não esqueça de deixar seu comentário se tiver alguma dúvida, tudo bem?

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