Sem dinheiro, Rui cortará 20% dos comissionados

Prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), anunciou que terá que tomar mais medidas duras de contenção de despesas para conseguir equilibrar as contas do município em 2015; gestor decidiu exonerar 20% do quadro de comissionados e reduzir os salários mais altos na expectativa de economizar R$ 600 mil por mês; segundo lote de exonerações terá a participação direta dos secretários. “Cada um deles será chamado para analisar e fazer a redução em suas secretarias”, explica

Prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), anunciou que terá que tomar mais medidas duras de contenção de despesas para conseguir equilibrar as contas do município em 2015; gestor decidiu exonerar 20% do quadro de comissionados e reduzir os salários mais altos na expectativa de economizar R$ 600 mil por mês; segundo lote de exonerações terá a participação direta dos secretários. “Cada um deles será chamado para analisar e fazer a redução em suas secretarias”, explica
Prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), anunciou que terá que tomar mais medidas duras de contenção de despesas para conseguir equilibrar as contas do município em 2015; gestor decidiu exonerar 20% do quadro de comissionados e reduzir os salários mais altos na expectativa de economizar R$ 600 mil por mês; segundo lote de exonerações terá a participação direta dos secretários. “Cada um deles será chamado para analisar e fazer a redução em suas secretarias”, explica (Foto: Aquiles Lins)

Milena Andrade, Gazeta de AlagoasPrestes a concluir a primeira metade de seu mandato, o prefeito Rui Palmeira (PSDB) enfrenta um turbilhão de dificuldades. Ainda sem grandes obras ou avanços visíveis em áreas de impacto direto na vida da população, como a Saúde e Educação, o prefeito de Maceió tem nas mãos uma séria crise financeira para administrar que pode colocar em risco boa parte do que ele pensava em realizar em sua gestão.

Após cortar drasticamente as despesas de custeio, da exoneração em massa de comissionados e de reduzir até o próprio salário, ele reconhece que o ano de 2015 será de ‘aperto’. “Temos que fazer os ajustes para enfrentar as dificuldades”, avisa.

Os últimos dois meses antecipam bem o cenário que se descortina para 2015 e que pode perdurar em 2016, ano em que Palmeira vai tentar a reeleição. Em setembro, o corte de 40% no orçamento em execução deu início às medidas para lidar com a redução do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), Imposto Sobre Serviços (ISS) e Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), receitas que recebem impacto direto do consumo.

Rui também decidiu exonerar 20% do quadro de comissionados e reduzir os salários mais altos na expectativa de economizar R$ 600 mil por mês. O município tem hoje 1.033 servidores com cargos em comissão, cerca de 200 devem deixar a administração nos próximos dias. Segundo o prefeito, diferente do primeiro corte, que foi linear e atingiu praticamente todas as secretarias, o segundo lote de exonerações terá a participação direta dos secretários. “Cada um deles será chamado para analisar e fazer a redução em suas secretarias”, explica.

Esses servidores também foram atingidos por uma outra medida causada pela falta de dinheiro em caixa, passaram a receber no dia 10 e não dentro do mês como vinha acontecendo há duas gestões. Rui Palmeira diz que o sacrifício foi necessário para manter o privilégio aos efetivos do município. “Para manter esse compromisso com os servidores efetivos, tivemos que sacrificar, em parte, o comissionado. Infelizmente, tivemos que tomar essa medida que foi absolutamente necessária. Mas mesmo com toda essa crise concedemos 9% de aumento no ano passado e 7% neste ano. Além disso, pagamos R$ 20 milhões de retroativos de gestões passadas”, argumenta.

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