Sem poder privatizar empresas, gestão Sartori admite entregar ‘outros ativos’

O governo José Ivo Sartori (PMDB) admitiu, em Brasília, que estuda a possibilidade de privatizar ou federalizar “outros ativos” para aderir ao Regime de Recuperação Fiscal, proposto pelo governo federal para os estados mais endividados; um grupo de secretários estaduais participou, na capital federal, de uma reunião com técnicos da Secretaria do Tesouro Nacional e com o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, que discutiu a possibilidade do Rio Grande do Sul firmar um “pré-acordo” com a União enquanto não há uma definição sobre as garantias exigidas pelo governo federal para o ingresso no referido regime

PORTO ALEGRE, RS, BRASIL 01.09.2016: O governador José Ivo Sartori 
PORTO ALEGRE, RS, BRASIL 01.09.2016: O governador José Ivo Sartori  (Foto: Leonardo Lucena)
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Sul 21 - O governo José Ivo Sartori (PMDB) admitiu nesta segunda-feira (24), em Brasília, que estuda a possibilidade de privatizar ou federalizar “outros ativos” para aderir ao Regime de Recuperação Fiscal, proposto pelo governo federal para os estados mais endividados. Um grupo de secretários estaduais participou, na capital federal, de uma reunião com técnicos da Secretaria do Tesouro Nacional e com o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, que discutiu a possibilidade do Rio Grande do Sul firmar um “pré-acordo” com a União enquanto não há uma definição sobre as garantias exigidas pelo governo federal para o ingresso no referido regime.

A proposta do Regime de Recuperação Fiscal inclui uma carência de até três anos no pagamento da dívida com a União e permite que os estados busquem novos empréstimos desde que “entreguem ativos como garantia”. O governo Sartori pretendia entregar as três empresas públicas do setor energético – Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), Companhia Riograndense de Mineração (CRM) e Sulgás – para serem privatizadas ou federalizadas. No entanto, a exigência de realização de plebiscito para a privatização dessas empresas e a impossibilidade de fazer um plebiscito ainda este ano impediu o plano do Executivo. Entre os “outros ativos” que poderiam ser entregues estariam o Badesul e o BRDE.

Segundo o secretário da Fazenda, Giovani Feltes, ainda persistem algumas dúvidas sobre a regulamentação do Regime de Recuperação Fiscal. “Trata-se de uma equação bastante complexa”, resumiu o secretário. O encontro não chegou a uma conclusão sobre o que será entregue pelo Estado para firmar o novo acordo de rolagem da dívida.

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