Semana Santa:Pescado está em falta no mercado

Em plena Semana Santa, diversas espécies de peixes estão em falta em Maceió, casos de dourado, cavala e arabaiana. A movimentação de consumidores tem sido intensa

Em plena Semana Santa, diversas espécies de peixes estão em falta em Maceió, casos de dourado, cavala e arabaiana. A movimentação de consumidores tem sido intensa
Em plena Semana Santa, diversas espécies de peixes estão em falta em Maceió, casos de dourado, cavala e arabaiana. A movimentação de consumidores tem sido intensa (Foto: Voney Malta)

Alagoas247 - Cavala, dourado e arabaiana. Espécies comuns de peixe, bastante procuradas no Mercado da Produção de Maceió, no bairro da Levada, mas que estão em falta em plena Semana Santa, conforme declararam vendedores na manhã desta quinta-feira (17). O local registra grande movimentação de clientes. Neste ano, fornecedores preferiram abastecer os restaurantes da capital.

Os vendedores mais antigos lamentaram a falta de certos peixes e os colegas que conseguiram vender as espécies em falta comercializam a R$ 48 o quilo da arabaiana. Para suprir a carência, os comerciantes oferecem pescada branca, tilápia e curimã – considerados peixes populares -, além dos mariscos sururu e camarão, a preços baixos de forma a atender à clientela. O quilo do sururu, normalmente vendido a R$ 15, é comercializado ao valor de R$ 10.

Para Elialda dos Santos, torna-se complicado reduzir o preço do pescado, mas foi a alternativa encontrada. "É muito ruim quando o cliente vem aqui e não encontra o que ele quer. Portanto, temos que estipular um preço fora do padrão e sofremos o prejuízo; realmente, as vendas têm sido difíceis este ano", lamentou a vendedora.

Michelaine Rocha também está vendendo os produtos típicos da Semana Santa a preços baixos, a exemplo do camarão barba-rocha. O quilo está a R$ 17, quando, na verdade, o preço de mercado chega a R$ 25.

Já a comerciante Janicleide dos Santos tenta atrair seus fregueses cobrando R$ 10 no quilo do sururu. "A única alternativa foi essa. Tive que diminuir tudo, porque se não, o prejuízo seria maior", frisou.

Fornecedores

Vinculada à Secretaria Municipal do Trabalho, Abastecimento e Economia Solidária (Semtabes), a assessoria do Mercado explicou que a falta das espécies cavala, dourado e arabaiana se refletiu na opção dos fornecedores em priorizar a rede de restaurantes de Maceió, deixando de lado o maior centro popular de pescado.

"Os fornecedores preferiram os restaurantes porque são peças grandes e que custam mais caro. Normalmente, o preço desses peixes varia entre vinte e vinte e cinco reais, e os que são vendidos aqui, o valor chega a R$ 50 reais", argumentou a servidora Ângela Cláudia.

Com gazetaweb.com

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