Senador do PSD prevê 52 votos pela admissibilidade do impeachment

Embora seja do PSD, que apoia o impeachment de Dilma Rousseff, o presidente do partido na Bahia, Otto Alencar, tem posicionamento contrário, mas lamenta que o afastamento da presidente "é inevitável" dadas as circunstâncias; "Provavelmente, nessa primeira votação, que é da admissibilidade, cerca de 52 votos serão pelo afastamento da presidente Dilma para que ela venha ser julgada. Eu acho que o afastamento é inevitável. Acho que até a própria presidente e o Palácio do Planalto já têm consciência disso", diz Otto

Plenário do Senado durante sessão deliberativa ordinária. Senador Otto Alencar (PSD-BA). Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
Plenário do Senado durante sessão deliberativa ordinária. Senador Otto Alencar (PSD-BA). Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado (Foto: Romulo Faro)
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Bahia 247 - Embora seja do PSD, que apoia o impeachment de Dilma Rousseff, o presidente do partido na Bahia, Otto Alencar, tem posicionamento contrário, mas lamenta que o afastamento da presidente "é inevitável" dadas as circunstâncias.

"Provavelmente, nessa primeira votação, que é da admissibilidade, cerca de 52 votos serão pelo afastamento da presidente Dilma para que ela venha ser julgada. Eu acho que o afastamento é inevitável. Acho que até a própria presidente e o Palácio do Planalto já têm consciência disso", disse Otto Alencar em entrevista à Rádio Metrópole, de Salvador.

A comissão especial do Senado votará a admissibilidade do processo de impedimento na sexta-feira (6). Otto diz que não dá para prever o cenário pós-impeachment: "as consequências do afastamento são imprevisíveis".

O senador é cauteloso ao falar do vice-presidente Michel Temer (PMDB), que assumirá a presidência da República se Dilma for de fato afastada. Ao contrário de outros aliados do governo, Alencar evitou classificar o peemedebista de "vice-golpisa", como apregoa a militância pró-Dilma, e teceu elogios ao possível novo presidente. "É muito sereno, é muito tranquilo. Me parece ser uma pessoa equilibrada, tem uma experiência muito boa", afirmou.

O PSD deve integrar o governo Temer com a participação do ex-ministro Henrique Meirelles, nome cotado para o Ministério da Fazenda. O presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, ex-ministro das Cidades do governo Dilma, já levou Meirelles ao encontro de Temer para tratar da futura gestão e deve assumir a pasta das Comunicações.

Na Câmara dos Deputados, o partido orientou a bancada a votar favoravelmente ao impedimento. "O Kassab não teve controle sobre sua bancada, que queria votar pela admissibilidade na Câmara. Dos 38 deputados do PSD, apenas oito votaram contra o processo", lembra Otto.

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