Senadores do NE cobram que renegociação de dívidas deve contemplar a região

O Senador José Pimentel (PT) observou que a renegociação atual é o prolongamento de um processo que se iniciou nos anos 1990, quando os estados do Sul e Sudeste obtiveram novas condições para pagar empréstimos e investimentos que haviam recebido do governo federal nas décadas anteriores e  isso resultou em desenvolvimento para essas regiões às custas das demais unidades da federação

O Senador José Pimentel (PT) observou que a renegociação atual é o prolongamento de um processo que se iniciou nos anos 1990, quando os estados do Sul e Sudeste obtiveram novas condições para pagar empréstimos e investimentos que haviam recebido do governo federal nas décadas anteriores e  isso resultou em desenvolvimento para essas regiões às custas das demais unidades da federação
O Senador José Pimentel (PT) observou que a renegociação atual é o prolongamento de um processo que se iniciou nos anos 1990, quando os estados do Sul e Sudeste obtiveram novas condições para pagar empréstimos e investimentos que haviam recebido do governo federal nas décadas anteriores e  isso resultou em desenvolvimento para essas regiões às custas das demais unidades da federação (Foto: Fatima 247)

Agência Senado - Senadores que representam estados do Nordeste têm feito críticas ao processo de renegociação das dívidas estaduais com o governo federal. Segundo eles, quase todos os estados brasileiros atravessam grave crise financeira, mas somente os mais desenvolvidos se beneficiam da proposta em discussão no Congresso. O projeto, que impõe contrapartidas para alongar as dívidas por 20 anos, está na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) à espera da manifestação do relator, senador Armando Monteiro (PTB-PE), que ainda deve promover rodadas de negociações entre os parlamentares para acertar o texto final.

O Senador José Pimentel (PT) observou que a renegociação atual é o prolongamento de um processo que se iniciou nos anos 1990, quando os estados do Sul e Sudeste obtiveram novas condições para pagar empréstimos e investimentos que haviam recebido do governo federal nas décadas anteriores. Conforme o senador, isso resultou em desenvolvimento para essas regiões às custas das demais unidades da federação. "Fizemos uma composição em que todo o território nacional, toda a população brasileira participou dos subsídios para essas dívidas. Nós participamos do seu pagamento sem receber nenhum benefício. E, após esses estados terem sua infraestrutura, as nossas regiões não tiveram o mesmo investimento", disse Pimentel.

O projeto que trata do assunto (PLC 54/2016) concede maior prazo para pagamento das dívidas, mas seus efeitos são nulos ou muito pequenos para as unidades federativas que não possuem elevados débitos junto ao governo central - caso dos estados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. A renegociação dos débitos estaduais é um dos temas que mais têm mobilizado o Senado neste ano. O presidente da Casa, Renan Calheiros, conduziu cinco reuniões com governadores para colher reivindicações e mediar os pleitos junto ao Executivo federal.

Com informações da Agência Senado

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