Sergipanos estudam mais; reprovação, analfabetismo e abandono caem

Dados do estudo "Indicadores de Desenvolvimento Sergipano" mostram que  taxa de aprovação do ensino fundamental apresentou crescimento gradativo, chegando a 70,86%;  estudantes com dez ou mais anos de idade tem aumentado gradativamente o tempo na sala de aula: em 2001, a média foi de 4,5 anos, saltando para 5,8 em 2011; percentual de pessoas sem instrução e com menos de um ano de estudo caiu de 18,8% para 13,1%; índice de abandono da escola que já chegou a ser de 15,6% em 2004, pico máximo da série analisada, chegou a 5,9% em 2010; analfabetismo caiu acima de 27% em várias faixas

Sergipanos estudam mais; reprovação, analfabetismo e abandono caem
Sergipanos estudam mais; reprovação, analfabetismo e abandono caem

Leonardo Dias, da ASN - O número de estudantes que ingressaram em programas do governo vem crescendo gradativamente a cada ano em Sergipe, ascensão que pode ser conferida também no número de aprovações no Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem. A melhora na educação em Sergipe foi retratada no estudo "Indicadores de Desenvolvimento Sergipano", elaborado pela Secretaria de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag). A pesquisa contou com ampla divulgação do portal Observatório de Sergipe, que teve como base levantamentos realizados pelo Ministério da Educação (MEC), Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Nos últimos anos, o Governo de Sergipe vem realizando uma série de investimentos na área da educação em todo o Estado, investimentos estes que vêm refletindo no bom desempenho dos estudantes sergipanos, contribuindo, assim, para a elevação da escolaridade. Os bons resultados são frutos de um trabalho conjunto entre governos Federal, Estadual e Municipal.

Uma pesquisa realizada pelo índice de Desenvolvimento de Educação Básica (Ideb) aponta que a qualidade do ensino público em Sergipe está cada vez melhor. Das metas estipuladas pelo Governo Federal para os anos iniciais do ensino fundamental, todas foram mantidas. Melhoria que pode ser constatada na taxa de aprovação do ensino fundamental, que apresentou um crescimento gradativo entre os anos de 2001 e 2010, onde a taxa de aprovação avançou de 64,4% para 70,86%.

Para o secretário estadual de Educação, Belivaldo Chagas, o acompanhamento dos professores é essencial para que os alunos tenham um bom resultado na escola. “Nós melhoramos, sobretudo, nas séries iniciais do ensino fundamental. É importante destacar que o mérito é de todos que militam na rede estadual de ensino, tais como gestores, professores e funcionários. Destacamos o acompanhamento pedagógico por meio de programas específicos voltados para a melhoria do ensino. Temos hoje projetos de estruturação curricular, programas e eventos de formação continuada e programas de aperfeiçoamento da gestão escolar”, diz.

O Governo Federal vem utilizando estratégias relevantes para deixar o acesso à educação mais próximo de todos, a exemplo do programa Bolsa Família, para melhorar ainda mais a frequência de alunos nas escolas e creches. Em dez anos, a frequência apresentou um salto entre crianças e adolescentes com idade até 17 anos. A taxa de frequência de crianças de 0 a 3 anos, cresceu 33,3%, já entre crianças de 0 a 3 anos, o número teve um crescimento de 68,8% para 87,2% no ano de 2011.

Os estudantes permanecem cada vez mais em sala de aula. É notável um incremento na média de anos de estudos nas pessoas de 10 ou mais idades, esse fator vem contribuindo na elevação do nível educacional. Entre 2001 e 2011, o número de estudantes com quatro anos de estudos recuou de 11,9% para 9,9%. Na faixa de oito anos de estudo houve um avanço para o mesmo período de 7,3% para 8,5% e pessoas com mais de doze anos de estudo saiu de 0,8% para 1,7%.

A cada geração o sergipano estuda mais. Estudantes com dez ou mais anos de idade tem aumentado gradativamente o tempo na sala de aula. Em 2001, a média foi de 4,5 anos, saltando para 5,8 em 2011. Vale ressaltar que em uma década, o percentual de pessoas sem instrução e com menos de um ano de estudo caiu de 18,8% para 13,1%, uma queda de mais de 30% no período. Pessoas com quinze ou mais anos de estudo apresentaram um salto na pesquisa de 2,54% em 2001, para 4,99% em 2011.

A boa base que os alunos vêm obtendo no ensino fundamental acaba garantindo um maior aproveitamento estudantil no ensino médio, onde a taxa de distorção idade/série vem apresentando redução. Para Belivaldo Chagas, a taxa é consequência dos altos índices de reprovação existentes.

“Infelizmente, na nossa rede ainda prevalecem a ‘cultura da reprovação’ e a noção equivocada de que escola boa é aquela que reprova. Estamos enfrentando esse problema com coragem, tentando mostrar que a reprovação deve ser fator de preocupação e reflexão por parte dos gestores escolares e professores. Esse problema deve ser enfrentado diretamente pelas escolas, as quais devem buscar os caminhos da aprovação com aprendizagem”, contextualiza.

Assim como a taxa de distorção, a de abandono no ensino fundamental também vem apresentando uma redução nos números. O índice que já chegou a ser de 15,6% em 2004, pico máximo da série analisada, chegou a 5,9% em 2010, com queda de 62,2% entre 2004 e 2010.

A taxa de analfabetismo vem caindo consideravelmente no estado. Em dez anos, entre pessoas de 10 a 14 anos, a taxa apresentou uma queda de 27,4%; entre alunos com idade de 15 a 19 anos, a taxa obteve uma queda de expressivos 57,4%; e entre alunos com idade superior a 20 anos, apresentou uma queda de 27,1%.

O programa ‘Sergipe Alfabetizado’ é o grande responsável pela redução dos números. O programa que tem o propósito de reduzir as taxas de analfabetismo no estado, por meio de uma metodologia diversificada, visando atender à população pouco ou não alfabetizada de diferentes segmentos sociais que estejam em situação de exclusão ou de extrema vulnerabilidade social, traz mais dignidade e independência ao aluno, que acaba se sentindo mais capaz e só consolida a tese de que não se tem hora para aprender a ler e escrever.

Oportunidade

Criado pelo Governo de Sergipe, o Pré-Universitário da Secretaria de Estado da Educação (Seed) é um programa que dá melhores condições de acesso ao ensino superior dos alunos do ensino médio da rede pública estadual, bem como daqueles egressos das escolas públicas, garantindo os conhecimentos necessários ao desenvolvimento de suas potencialidades. Somente em 2013, cerca de seis mil alunos foram beneficiados com o programa.

Gente como a estudante July Caroline, 17 anos, que irá prestar o Enem para o curso de Pedagogia pela primeira vez. Ela conta que, sem o Programa, não teria condições de obter conhecimento em um curso preparatório para o exame. “O Pré-Seed está me dando uma base muito boa para preparação do Enem, com ótimos professores que utilizam uma metodologia muita clara e objetiva para os alunos. É uma oportunidade maravilhosa. Se eu tivesse que fazer esse curso em outra escola, eu não teria como arcar, e aqui eu tenho essa oportunidade de graça”, revela.

O estudante Marcos Aurélio, 23 anos, vê o Programa como uma oportunidade única para ingressar na universidade. “Esse apoio que o Estado está dando é muito importante para nós estudantes da rede pública. Os alunos deveriam apreciar mais o Programa, eu hoje valorizo bastante, pois na época que eu terminei o ensino médio eu não tive essa chance. É uma oportunidade única. Aqui ganhamos material grátis, fardamento, além de bons professores, então o Governo vem dando todo o aparato para nós, alunos da rede pública, ingressarmos numa universidade pública”, disse Marcos.

O Governo de Sergipe já entregou, entre 2007 e 2013, 82 escolas totalmente reformadas. Todas elas com bibliotecas, laboratórios de informática e ciências e quadras esportivas para garantir um melhor aprendizado dos alunos. Cerca de 40 escolas estão sendo reformadas e 30 estão passando por projetos para fazermos a licitação da reforma. Nunca um Governo investiu tanto em reforma e ampliação de escolas. Até o momento, o investimento feito é avaliado em mais de R$ 90 milhões e a previsão é de chegar a mais de R$ 170 milhões entre reformas, ampliações e construções de escolas.

Mesmo com números expressivos, que só comprovam o trabalho do governador Marcelo Déda em prol da melhoria da educação em Sergipe, a área já se destaca a nível nacional em vários pontos.

“A Educação em Sergipe não é melhor nem pior do que qualquer outro estado do Brasil. Há pontos fortes e pontos fracos. Por exemplo: temos o quinto melhor salário pago aos docentes. Temos índices positivos em relação ao atendimento escolar, visto que em todo o estado, a taxa de atendimento, na faixa etária de 6 a 14 anos, é superior a 97%; e na faixa etária dos 15 aos 17, é superior a 85%. Estas taxas estão entre as melhores do Brasil. Entre a população de 15 a 17 anos, Sergipe só perde para o Rio de Janeiro. Isso significa que não faltam vagas nem escolas em nosso estado. Nossa cobertura é ampla e bem distribuída. Estamos investindo sobremaneira na estrutura física das unidades de ensino”, finaliza Belivaldo Chagas.

Foto: Ascom/Seed

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