Serra diz que pode apoiar Aécio à presidência do PSDB

"Se for o candidato do PSDB, claro que eu apoiarei", disse o ex-governador de São Paulo ao deixar seminário do PPS realizado na Câmara; José Serra, contudo, evitou frequentar o seminário no mesmo dia de Aécio Neves e não respondeu se a candidatura presidencial do senador é boa, mas destacou que sua relação com ele está "zerada"; "Na política, você não pode carregar paixões de passado para um momento presente. Você tem que se desfazer delas, até porque você precisa de energia para somar para o futuro", disse

Serra diz que pode apoiar Aécio à presidência do PSDB
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Minas 247 - O ex-governador José Serra deu a entender nesta sexta-feira que suas desavenças com o senador Aécio Neves (PSDB-MG) são águas passadas. Pelo menos no que diz respeito à possibilidade de apoiar o nome do senador mineiro à presidência do PSDB. "Se [Aécio] for o candidato do PSDB, claro que eu apoiarei", disse Serra ao deixar o seminário do PPS "A Esquerda Democrática Pensa o Brasil", realizado na Câmara dos Deputados.

Aécio foi aclamado em convenção do PSDB realizada em São Paulo em março (relembre), de onde saiu lançado à presidência do partido pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckimin. Antes, o ex-presidente Fernando Henrique o o atual presidente nacional do PSDB, deputado Sérgio Guerra, já haviam lançado a pré-candidatura de Aécio à Presidência da República. Faltava uma manifestação de Serra, que, ainda que discreta e tímida, chegou.

A eleição para comandar o PSDB ocorre em maio, e Aécio pretende usar o cargo para ganhar visibilidade, de olho na eleição presidencial de 2014. Estrela do encontro do PPS nesta sexta-feira, um dia após Aécio abrir o evento, Serra disse que é preciso deixar a paixão para trás. Isso significa sair do PSDB? Segundo ele, não. "Na política, você não pode carregar paixões de passado para um momento presente. Você tem que se desfazer delas, até porque você precisa de energia para somar para o futuro", afirmou.

Questionado se estaria perdendo espaço político no PSDB, Serra desconversou. Ele também não respondeu se a candidatura presidencial de Aécio é boa, mas destacou que sua relação com ele está "zerada".

Afinidades

Durante sua palestra de 44 minutos no seminário do PPS, Serra exaltou sua afinidade com o PPS, cujo presidente, Roberto Freire (SP), já até lhe convidou para se filiar. "O PPS é uma das forças muito importantes no Brasil para esse agrupamento, para dar um novo destino ao nosso País que hoje é vítima de um partido que capturou o Estado, que não trabalha pela reconstrução do País, nem para o desenvolvimento, mas para a perpetuação no poder", disse o tucano.

O ex-governador também criticou duramente o PT. "Eu tenho uma tese de que a herança do atual governo do PT, Dilma, que recebeu uma herança já muito ruim do governo Lula-Dilma, a herança próxima é do padrão da herança que deixada pela ditadura do Figueiredo para o Tancredo-José Sarney, do padrão da herança deixada pelo Collor para o Itamar, é desse nível a herança. Vai ser uma das heranças mais adversas que o Brasil já conheceu", disse.

Serra ainda ironizou o ex-presidente Lula. Segundo ele, o petista ganhar entrar para o Guinness, livro dos recordes, por três razões: ter conseguido com "muito talento e genialidade" quebrar a Petrobras; estagnar a economia mesmo após a bonança na economia internacional; e ter sido o único presidente de origem operária a levar o País a um processo de desindustrialização. "Cito o Lula porque, de fato, o que tem aí é um modelo lulista porque a Dilma é, de fato, coadjuvante e, de certa forma, continua sendo", justificou.

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