Sinpofal protesta contra MP que cria cargos na PF

O Sindicato dos Policiais Federais no Estado de Alagoas (Sinpofal) considera um retrocesso a minuta de Medida Provisória (MP) que pretende criar cargos de nível médio na carreira federal proposta pela Direção Geral da PF; categoria também é contrária a reforma da previdência

O Sindicato dos Policiais Federais no Estado de Alagoas (Sinpofal) considera um retrocesso a minuta de Medida Provisória (MP) que pretende criar cargos de nível médio na carreira federal proposta pela Direção Geral da PF; categoria também é contrária a reforma da previdência
O Sindicato dos Policiais Federais no Estado de Alagoas (Sinpofal) considera um retrocesso a minuta de Medida Provisória (MP) que pretende criar cargos de nível médio na carreira federal proposta pela Direção Geral da PF; categoria também é contrária a reforma da previdência (Foto: Voney Malta)

Por Bruno Levy/Cada Minuto - O presidente do Sindicato dos Policiais Federais no Estado de Alagoas (Sinpofal), Flávio Moreno, considerou um retrocesso a minuta de Medida Provisória (MP) que pretende criar cargos de nível médio na carreira federal proposta pela Direção Geral da PF. A declaração ocorreu na manhã desta terça-feira (06), durante ato de manifestação realizado na sede do órgão localizado no Jaraguá, em Maceió.

Para o agente, enquanto outras polícias do mundo se modernizam, o Brasil cai no retrocesso quando um projeto como este é colocado em pauta. “Somos contrário a essa minuta de MP. Queremos um substitutivo que a categoria apresentou e aprovou em 2014. Esse conjunto de propostas nossas queremos que sejam encaminhadas pelo governo e não a criação dessa polícia fardada”, disse.

A MP que Flávio Moreno comenta é a n° 657, que estabelece que os delegados da Polícia Federal são responsáveis pela direção das atividades do órgão e exercem função de natureza jurídica e policial, essencial e exclusiva de Estado; que o ingresso no cargo de delegado de Polícia Federal, realizado mediante concurso público, é privativo de bacharel em Direito e exige três anos de atividade jurídica ou policial; e que o cargo de diretor-geral, nomeado pelo Presidente da República, é privativo de delegado de Polícia Federal integrante da classe especial.

Reforma da previdência

O presidente do Sindicato também salientou que o ato público envolve a reforma da previdência, ao qual explica que a população brasileira, e principalmente alagoana, não tem condições de trabalhar até chegar à idade proposta.

“Enquanto os governantes se aposentam com 50, 55 anos com todos os direitos e ao povo brasileiro eles querem jogar uma aposentadoria de 70, 75 anos com 35 anos de contribuição e sabemos que a maioria da população brasileira não tem condições de chegar a essa idade trabalhando”, concluiu Flávio Moreno

 

 

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