Sinpol desafia Justiça e diz que greve continua

Mesmo com a nova decisão da desembargadora Maysa Vendramini Rosal, que manteve a multa de até R$ 2 milhões ao Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol), o comando de greve afirmou que o movimento continuará; decisão foi tomada no início da tarde desta terça-feira, 24; "Está claro que não vamos desistir de lutar para restabelecer nossa conquista histórica arrancada por um decreto", destacou o presidente do Sinpol, Moisemar Marinho; sindicato acusou o governo do Estado de ter recuado quanto ao que foi acordado na reunião do dia 18; Sinpol diz que ata da reunião mostra que o governo se compromete a fixar uma data para iniciar o pagamento da primeira parcela do alinhamento salarial, principal reivindicação da categoria

Mesmo com a nova decisão da desembargadora Maysa Vendramini Rosal, que manteve a multa de até R$ 2 milhões ao Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol), o comando de greve afirmou que o movimento continuará; decisão foi tomada no início da tarde desta terça-feira, 24; "Está claro que não vamos desistir de lutar para restabelecer nossa conquista histórica arrancada por um decreto", destacou o presidente do Sinpol, Moisemar Marinho; sindicato acusou o governo do Estado de ter recuado quanto ao que foi acordado na reunião do dia 18; Sinpol diz que ata da reunião mostra que o governo se compromete a fixar uma data para iniciar o pagamento da primeira parcela do alinhamento salarial, principal reivindicação da categoria
Mesmo com a nova decisão da desembargadora Maysa Vendramini Rosal, que manteve a multa de até R$ 2 milhões ao Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol), o comando de greve afirmou que o movimento continuará; decisão foi tomada no início da tarde desta terça-feira, 24; "Está claro que não vamos desistir de lutar para restabelecer nossa conquista histórica arrancada por um decreto", destacou o presidente do Sinpol, Moisemar Marinho; sindicato acusou o governo do Estado de ter recuado quanto ao que foi acordado na reunião do dia 18; Sinpol diz que ata da reunião mostra que o governo se compromete a fixar uma data para iniciar o pagamento da primeira parcela do alinhamento salarial, principal reivindicação da categoria (Foto: Aquiles Lins)

Tocantins 247 - Mesmo com a nova decisão da desembargadora Maysa Vendramini Rosal, do Tribunal de Justiça do Estado, que manteve a decisão multar o Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol) até o limite de R$ 2 milhões por descumprirem a decisão de voltarem ao trabalho, os policiais civis decidiram não só continuar a paralisação, como intensificar as ações do movimento paredista, iniciado em 25 de fevereiro.

Decisão foi tomada no início da tarde desta terça-feira, 24 de abril. "Desde o início, estávamos preparados para uma greve longa. Com a união do nosso comando e o nosso trabalho, está claro que não vamos desistir de lutar para restabelecer nossa conquista histórica arrancada por um decreto", destacou o presidente do Sinpol, Moisemar Marinho.

Segundo informações da assessoria de comunicação do Sinpol, entre as ações para intensificar o movimento, o comando de greve decidiu protocolar um novo pedido de audiência com o governador Marcelo Miranda (PMDB), intensificar a mobilização nas delegacias e a busca de apoio junto à opinião pública. "Vamos mostrar a sociedade os números verdadeiros desse movimento, as nossas garantias legais e provar que o Estado tem dinheiro para cumprir a lei que nos beneficia", disse o presidente.

O Sinpol disse também que a decisão de cortar o ponto dos grevistas é exclusiva do governo do Estado e não foi determinada pela Justiça. "Quero esclarecer que um eventual corte de ponto não está determinado e é apenas uma opção do governo do Estado. Além disso, lembro que o mérito da ação sequer foi analisado pela Justiça e o nosso sindicato está tomando todas as medidas judiciais para proteger os policiais", destacou Moisemar Marinho.

O procurador-geral do Estado, Sérgio do Vale, afirmou nessa segunda-feira, 23, que o governo irá cortar o ponto dos policiais grevistas e também irá exigir o pagamento integral imposta na decisão da desembargadora Maysa Vendramini (leia mais).

"Foi o governo quem recuou"

Ainda de acordo com material do Sinpol enviado à imprensa, o sindicato acusa o governo do Estado de ter recuado quanto ao que foi acordado na reunião intermediada pelo Ministério Público Estadual, no dia 18. Segundo o sindicato, na ata da reunião mostra que o governo se compromete a fixar uma data para iniciar o pagamento da primeira parcela do alinhamento salarial, principal reivindicação da categoria.

“O Governo do Estado se compromete a adotar medidas legais para buscar a redução de gastos com pessoal, cumprindo o que dispõe a Lei de Responsabilidade Fiscal, o que deve ocorrer, no máximo, até o final do terceiro quadrimestre do ano de 2015, sendo implementado de imediato a primeira parcela do alinhamento salarial”, cita o Sinpol trecho da ata da reunião.

“Levamos oitos anos para consolidar a nossa conquista que foi tirada dos policiais civis por um decreto. Depois, o governo do Estado quer que façamos um acordo com eles sem sequer ter uma data limite de quando vamos receber aquilo que já é um direito mais do que adquirido. O governo que estipulou prazo e agora tenta confundir a população”, salientou o presidente Moisemar Marinho.

 

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