Só no Brasil: socialistas apoiam Doria, dono de offshores no Panamá

Se uma aliança servir para desmoralizar de vez o PSB, trata-se do apoio em São Paulo ao candidato do PSDB, João Doria Jr., acusado de ser dono de uma offshore no Panamá usada para ocultar a compra de um imóvel em Miami; o empresário também é cliente da Mossack & Fonseca, empresa do Panamá alvo de uma fase da Lava Jato; aliança do PSB do vice-governador Márcio França com o candidato apoiado por Geraldo Alckmin (PSDB) foi oficializada nesta segunda-feira 13

Márcio França
Márcio França (Foto: Gisele Federicce)

SP 247 – "Já passou da hora de tirar o S de Socialista do nome", observou um sensato usuário do Twitter, que se identifica como Lucas Cordeiro, ao criticar o que chamou de "vergonhoso apoio do PSB" ao candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, João Doria, cujo maior apoio vem do governador Geraldo Alckmin (PSDB).

Se uma aliança servir para desmoralizar de vez o PSB, trata-se desta. A pré-candidatura do empresário rachou o PSDB em São Paulo, não tem o apoio do principal cacique da legenda, Fernando Henrique Cardoso, e provocou a saída de Andrea Matarazzo, que o acusa de ter comprado voto de militantes na disputa prévia.

O nome de João Doria aparece nos Panama Papers, escândalo financeiro de abrangência global que já derrubou autoridades nacionais mundo afora. Ele é acusado de ser dono de uma offshore usada para ocultar a compra de um imóvel em Miami. O candidato tucano também é cliente da Mossack & Fonseca, empresa do Panamá alvo de uma fase da Lava Jato.

O acordo é visto por aliados de Alckmin como um trunfo para os planos do governador de disputar a Presidência em 2018. Segundo disse o vice-governador Márcio França (PSB) nesta segunda-feira, quando a aliança foi formalizada, Doria tem que ter agora "humildade suficiente" para saber que a eleição depende dos partidos aliados.

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