SP corre risco de enfrentar crise hídrica mais grave que a de 2014

O Sistema Cantareira, que abastece parte da capital paulista e da Região Metropolitana, estava com quase 60% da capacidade um ano antes da crise de 2014, mas, atualmente, tem 40% e está prestes a entrar em alerta; entre as cidades afetadas estão Itu, Sorocaba e Piracicaba, que enfrenta a pior seca já registrada; são 111 dias sem chuva

SP corre risco de enfrentar crise hídrica mais grave que a de 2014
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SP 247 - A estiagem que atinge o estado de São Paulo é a pior desde 2014. O Sistema Cantareira, que abastece parte da capital paulista e da Região Metropolitana, estava com quase 60% da capacidade um ano antes da crise de 2014, mas, atualmente, tem 40% e está prestes a entrar em alerta.

De acordo com o professor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP, Augusto José Pereira Filho, "a situação é similar a do fim de 2013 para 2014. E a tendência é não melhorar, pelo menos até meados da próxima estação chuvosa, a partir de setembro".

"O que a gente pode fazer é tentar antecipar, se preparar e proceder de uma forma em ressonância com a condição do momento, a condição climática, que nesse momento aponta para o início de uma crise hídrica", disse ele, conforme relato da CBN, que fez um levantamento mostrando que 91 cidades já adotaram alguma medida. Entre as cidades afetadas estão Itu, Sorocaba e Piracicaba, que enfrenta a pior seca já registrada. São 111 dias sem chuva. 

O governo de São Paulo garante que não faltará água. O secretário de Recursos Hídricos do Estado, Ricardo Daruiz, negou uma crise hídrica e descartou um racionamento na Grande São Paulo por causa das obras feitas.

"Estas obras nos dão uma possibilidade de atendimento muito maior. Ou seja, o quadro hoje é que nós temos um regime de escassez hídrica, mas não temos uma crise hídrica de abastecimento", acrescentou.

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