STJ recebe inquérito sigiloso sobre Alckmin

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) recebeu na quarta-feira (22) um inquérito que investiga o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB-SP), mas o teor das investigações não foi revelado, já que o caso corre em segredo de justiça, informa a jornalista Mônica Bergamo; nesta semana, parlamentares do PT foram à PGR (Procuradoria-Geral da República) para reclamar da lentidão de investigações contra Alckmin no âmbito da Operação Lava Jato, já que o governador é acusado por delatores de ter recebido R$ 10 milhões em caixa dois, nas campanhas de 2010 e 2014

Brasília- DF- Brasil- 30/01/2015- O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin concede entrevista acompanhado dos ministros, Aloizio Mercadante e Izabela Teixeira, após reunião com a presidenta Dilma Rousseff (José Cruz/Agência Brasil)
Brasília- DF- Brasil- 30/01/2015- O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin concede entrevista acompanhado dos ministros, Aloizio Mercadante e Izabela Teixeira, após reunião com a presidenta Dilma Rousseff (José Cruz/Agência Brasil) (Foto: Charles Nisz)
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SP 247 - O Superior Tribunal de Justiça (STJ) recebeu na quarta-feira (22) um inquérito que investiga o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB-SP). Enviado do Supremo Tribunal Federal para o STJ, já que governadores de Estado têm foro privilegiado e respondem a procedimentos judiciais nesta corte, o caso será relatado pela ministra Nancy Aldrighi, informa a jornalista Mônica Bergamo.

O inquérito, aberto a pedido do Ministério Público Federal, corre em segredo de Justiça. O nome do governador não aparece na página do tribunal que permite o acesso e a consulta a processos. A Corte informa apenas que o "requerido", ou seja, o alvo da investigação, está "em apuração". e que o processo está relacionado ao "direito penal".

Nesta semana, parlamentares do PT foram à PGR (Procuradoria-Geral da República) para reclamar da lentidão de investigações contra Alckmin no âmbito da Operação Lava Jato. Citado por delatores da Odebrecht, Alckmin é acusado de ter recebido R$ 10 milhões em caixa dois, nas campanhas de 2010 e 2014. O operador do caixa 2 seria o cunhado de Alckmin.

A PGR informou aos parlamentares que ainda não tinha recebido, do STF, o conteúdo das delações e que os procedimentos em relação ao governador paulista seguiam em sigilo. Não é possível afirmar que o inquérito que chegou ao STJ esteja relacionado com as delações da Odebrecht já que ele não foi tornado público.

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