Suíça abre conta de chefe da Casa Civil de Covas

Investigadores brasileiros já têm a prova de que Robson Marinho, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-SP), tem US$ 1,1 milhão em conta no Credit Lyonnais Suísse – Credit Agricole; verba seria de propina do caso Alstom – esquema de suborno na área de energia do Estado, entre outubro de 1998 e dezembro de 2002, nos governos Mario Covas e Geraldo Alckmin; ele é alvo de investigação criminal do Superior Tribunal de Justiça (STJ)

Investigadores brasileiros já têm a prova de que Robson Marinho, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-SP), tem US$ 1,1 milhão em conta no Credit Lyonnais Suísse – Credit Agricole; verba seria de propina do caso Alstom – esquema de suborno na área de energia do Estado, entre outubro de 1998 e dezembro de 2002, nos governos Mario Covas e Geraldo Alckmin; ele é alvo de investigação criminal do Superior Tribunal de Justiça (STJ)
Investigadores brasileiros já têm a prova de que Robson Marinho, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-SP), tem US$ 1,1 milhão em conta no Credit Lyonnais Suísse – Credit Agricole; verba seria de propina do caso Alstom – esquema de suborno na área de energia do Estado, entre outubro de 1998 e dezembro de 2002, nos governos Mario Covas e Geraldo Alckmin; ele é alvo de investigação criminal do Superior Tribunal de Justiça (STJ) (Foto: Roberta Namour)
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247 – Investigadores brasileiros já estão com a prova da conta aberta em Genebra poe Robson Riedel Marinho, ex-chefe da Casa Civil do governo Mário Covas (PSDB).

Marinho foi alçado pelo ex-governador tucano ao cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-SP). No exercício da função, teria julgado regulares contratos da Alstom em troca de suborno. Além de viajar com despesas pagas, ele recebeu, de acordo com promotores, U$S 1 milhão de dólares em propina na conta numerada 17321-1, do Credit Lyonnais Suísse – Credit Agricole.

Em fevereiro, a Justiça Federal abriu ação penal contra 11 denunciados no caso Alstom, entre lobistas, executivos e ex-dirigentes da Eletropaulo e da Empresa Paulista de Transmissão de Energia (EPTE), antigas estatais do setor. A eles teriam sido oferecidos R$ 23,3 milhões em ‘comissões’ para viabilizar contrato de interesse da multinacional francesa no valor de R$ 181 milhões.

No entanto, como tem foro privilegiado, Marinho não inclui a lista e é alvo de investigação criminal do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Até então, ele negava ter contas no exterior.

Tucano que sabe demais

Marinho é dono de toda a memória dos bastidores do primeiro governo Covas e seus subsequentes. Por ele, no Gabinete Civil do Palácio dos Bandeirantes, passaram todas as articulações políticas, com as respectivas trocas de promessas, que arquitetaram seguidas vitórias do partido nas eleições estaduais. No Tribunal de Contas, familiarizou-se com os processos mais importantes das administrações estaduais, ciente de como foram produzidas muitas sentenças. Sacrificar Marinho para estacar o sangramento político provocado pelo escândalo pode parecer fácil, mas tende a ser um drama para os tucanos. Ele é o homem que sabe demais.

Famosos por fazerem campanhas políticas faustosas em São Paulo, a suspeita é que os recursos obtidos com propinas em torno das obras do metrô tenham servido não apenas para o enriquecimento pessoal dos beneficiados pelo esquema, mas também para a formação de um caixa dois único para o financiamento de disputas eleitorais.

Leia aqui a matéria do Estado de S. Paulo sobre o assunto.

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