Tasso diz não se 'arrepender de nada' sobre vídeo do PSDB

Senador e presidente interino do PSDB, Tasso Jereissati (CE), assumiu "total responsabilidade" pela propaganda partidária tucana veiculada nesta quinta-feira (17) e que faz uma autocrítica do partido; "Eu não me arrependo de nada, tenho responsabilidade total pelo projeto ", afirmou Tasso; peça publicitária foi duramente criticada por integrantes da cúpula do PSDB que pedem o afastamento do senador do comando da legenda; Câmara dos Deputados avalia a possibilidade de promover um processo contra o senador para que ele explique, em plenário, quais são as pessoas a que a peça publicitária se refere

Tasso Jereissati
Tasso Jereissati (Foto: Paulo Emílio)

Ceará 247 - O senador e presidente interino do PSDB, Tasso Jereissati (CE), assumiu "total responsabilidade" pela propaganda partidária tucana veiculada nesta quinta-feira (17) e que faz uma autocrítica do partido. "Eu não me arrependo de nada, tenho responsabilidade total pelo projeto ", afirmou Tasso. A peça publicitária foi duramente criticada por integrantes da cúpula do PSDB que pedem o afastamento do senador do comando da legenda.

A peça publicitária diz que o PSDB errou ao participar do "presidencialismo de cooptação" praticado pelo governo Michel Temer, além de dizer que muitos de seus integrantes estão envolvidos nas investigações da Lava Jato. O PSDB Possui quatro ministérios no governo Temer e tem sido um dos principais partidos de sustentação da base governista no Congresso.

A Câmara dos Deputados já avalia a possibilidade de promover um processo contra o senador para que ele explique, em plenário, quais são as pessoas a que a peça publicitária se refere. O procurador da Câmara, deputado Carlos Marun (PMDB-RS) pode apresentar um pedido de retratação no início da próxima semana.

Sobre a possibilidade de ser afastado Tasso foi enfático. "Fui presidente interino do partido desta vez por uma circunstância e pretendo entregar o cargo na convenção a outro presidente", disse. Uma ala do partido defende o retorno do senador mineiro Aécio Neves ao comando da legenda.

Ele ficaria no cargo apenas pelo tempo necessário para escolher um novo vice-presidente no lugar de Tasso. Aécio foi afastado em função das denúncias de corrupção a que responde no âmbito da Operação Lava Jato.

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