Taxistas protestam em SP contra aplicativo Uber

Taxistas de várias cidades do Brasil iniciaram nesta manhã uma série de manifestações contra o uso do aplicativo de carona remunerada que conecta passageiros e motoristas através de celulares; cerca de 400 carros seguiram em carreata da Praça Charles Muller para a Câmara Municipal; "São carros particulares prestando serviço de táxi, o que a legislação não permite", disse Edmilson Americano, presidente da Associação Brasileira das Associações e Cooperativas de Táxi; outras capitais também fizeram protestos

Taxistas de várias cidades do Brasil iniciaram nesta manhã uma série de manifestações contra o uso do aplicativo de carona remunerada que conecta passageiros e motoristas através de celulares; cerca de 400 carros seguiram em carreata da Praça Charles Muller para a Câmara Municipal; "São carros particulares prestando serviço de táxi, o que a legislação não permite", disse Edmilson Americano, presidente da Associação Brasileira das Associações e Cooperativas de Táxi; outras capitais também fizeram protestos
Taxistas de várias cidades do Brasil iniciaram nesta manhã uma série de manifestações contra o uso do aplicativo de carona remunerada que conecta passageiros e motoristas através de celulares; cerca de 400 carros seguiram em carreata da Praça Charles Muller para a Câmara Municipal; "São carros particulares prestando serviço de táxi, o que a legislação não permite", disse Edmilson Americano, presidente da Associação Brasileira das Associações e Cooperativas de Táxi; outras capitais também fizeram protestos (Foto: Aquiles Lins)
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SP 247 - Taxistas de várias cidades do Brasil iniciaram na manhã desta quarta-feira, 8, uma série de manifestações contra o uso de carros particulares no que eles chamam de “clandestinos de táxi com o apoio de aplicativos de carona remunerada”. Eles se referem ao aplicativo Uber, que está presente em 56 países.

Segundo a Associação Brasileira das Associações Civis e Cooperativas de Motoristas de Táxis (Abracom Táxi), a ação foi programada para acontecer nas cidades de São Paulo, Salvador, Belo Horizonte, Curitiba, Brasília e Rio de Janeiro.

O aplicativo de carona remunerada conecta passageiros e motoristas através de celulares. Por serem ilegais, os carros não possuem taxímetro. O próprio app gera um valor baseado no tempo e distância percorrida. O pagamento também é realizado pelo aplicativo, com o uso de cartão de crédito.  

Na capital paulista, a concentração começou por volta das 9h na Praça Charles Muller, no Pacaembu, Zona Oeste. De lá, cerca de 400 carros seguiram em carreata para a Câmara Municipal. O protesto foi encerrado no início desta tarde. 

A Comissão de Trânsito e Transportes, na Câmara, deve ouvir o diretor do Departamento de Transportes Públicos (DTP), da Secretaria Municipal de Transportes, Daniel Telles. Ele irá prestar esclarecimentos sobre as ações de fiscalização da administração municipal contra o uso do aplicativo.

"Nós somos contra o transporte clandestino de passageiros. São carros particulares prestando serviço de táxi, o que a legislação não permite", disse Edmilson Americano, presidente da Associação Brasileira das Associações e Cooperativas de Táxi.

O vereador Adilson Amadeu (PTB) é autor de um projeto de lei que proíbe o uso de carros particulares com aplicativo de transporte de passageiros. A multa prevista ao infrator pela lei seria de R$ 1.700 e o veículo seria apreendido.

"O que não pode são irregularidades entrarem em uma profissão onde tem quase 35 mil táxis", afirmou o vereador. Segundo ele, cerca de 1,2 mil veículos usam o Uber em São Paulo. Ele reclama que só 8 carros foram apreendidos desde o ano passado pela Prefeitura.

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