TCU vê "rombo" de R$ 2 bi na Fiol e no Porto Sul

Informação desastrosa está publicada no Valor Econômico; Tribunal de Contas da União (TCU) teria apontado "falta de planejamento" e uma "enxurrada de falhas" cometidas na execução dos dois megaprojetos de infraestrutura da Bahia, a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e o Porto Sul, complexo portuário previsto para ser erguido em Ilhéus

TCU vê "rombo" de R$ 2 bi na Fiol e no Porto Sul
TCU vê "rombo" de R$ 2 bi na Fiol e no Porto Sul (Foto: Divulgação)
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Bahia 247

Matéria do Valor Econômico publicada nesta quarta-feira (9) traz uma notícia desastrosa para a Bahia.

Segundo a publicação, o Tribunal de Contas da União (TCU) identificou "um rombo" de R$ 2 bilhões nos cofres públicos por conta de "falta de planejamento" e de uma "enxurrada de falhas" cometidas na execução de dois megaprojetos de infraestrutura na Bahia: a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e o Porto Sul, complexo portuário previsto para ser erguido em Ilhéus.

A origem desse prejuízo bilionário está no cronograma dos estudos e das obras dos dois empreendimentos, ações que foram realizadas sem nenhum tipo de integração, embora a construção da Fiol, que ligará o sertão baiano até o litoral do Estado, só faça sentido se, na ponta dessa malha de um mil quilômetros de trilhos, existir um porto para concluir o escoamento da carga.

Listada no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a Fiol é administrada pela estatal Valec. A ferrovia, que receberá investimentos de R$ 4,334 bilhões, tem previsão de ter seus primeiros 500 km concluídos em junho de 2014, com a ligação de Ilhéus a Caetité.

Uma segunda metade de 500 km está prevista para dezembro de 2015, com a extensão de Caetité até a cidade de Barreiras.

O problema é que, segundo o Valor, a conclusão do complexo Porto Sul, que até novembro de 2012 sequer tinha o seu local de instalação definido no litoral baiano, só deverá ocorrer daqui a 54 meses, ou seja, em junho de 2018.

Isso significa que a Fiol, depois de concluída, ficará sem utilização - ou com nível de operação desprezível - por um período entre três anos e meio e quatro anos.

O descolamento entre os dois empreendimentos chamou a atenção do Tribunal de Contas da União (TCU), que auditou os projetos e calculou o prejuízo que será imputado à União por conta do descompasso nas obras.

Ao todo, as perdas somam R$ 1,996 bilhão, cifra que inclui a receita cessante (lucro que a ferrovia deixará de gerar no período) e os custos do capital imobilizado, que embutem a depreciação dos ativos, os gastos com manutenção e o custo de oportunidade atrelado ao que foi investido na malha.

Esse prejuízo pode ser ainda maior, já que o TCU se limitou a considerar apenas os investimentos feitos na construção da estrada de ferro, sem contabilizar outros custos atrelados ao projeto, como a sinalização os próprios trens que circularão na via.

"Após dois anos da contratação das obras da Fiol, o trecho que iria conectar a ferrovia ao complexo portuário ainda encontrava-se indefinido", conclui a auditoria do tribunal.

"Foi possível constatar que a implantação e gestão dos dois projetos de infraestrutura apresentam relevantes deficiências, resultantes de seu planejamento não devidamente integrado e coordenado."

Veja aqui a matéria completa do Valor Econômico.

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