Teixeira: ‘ação da PF contra UFSC é coisa de Estado de Exceção’

"São escandalosos os atos da PF nesse caso. Coisa típica de regime autoritário e de estado de exceção. Querem processar por abuso de autoridade quem protesta contra o abuso de poder? A condução coercitiva do Reitor Cancellier foi ilegal e inconstitucional", afirmou o deputado Paulo Teixeira (PT-SP)

Teixeira: ‘ação da PF contra UFSC é coisa de Estado de Exceção’
Teixeira: ‘ação da PF contra UFSC é coisa de Estado de Exceção’ (Foto: Lúcio Bernardo Jr. - Câmara dos Deputados)

SP 247 - O deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) criticou a iniciativa da Polícia Federal, que investiga há cinco meses o professor de jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Aureo Mafra de Moraes, chefe de gabinete da reitoria. A corporação quer saber se ele praticou atentado contra a honra da delegada Erika Mialik Marena, responsável pelo pedido de prisão do ex-reitor Luis Carlos Cancellier de Olivo, vítima de prisão arbitrária, que o levou a cometer suicídio.

"São escandalosos os atos da PF nesse caso. Coisa típica de regime autoritário e de estado de exceção. Querem processar por abuso de autoridade quem protesta contra o abuso de poder? A condução coercitiva do Reitor Cancellier foi ilegal e inconstitucional", escreveu o parlamentar no Twitter.

De acordo com informações da Folha, o inquérito agora contra o professor foi instaurado porque policiais federais viram indícios de crimes de calúnia e difamação numa reportagem da TV UFSC. Aureo aparece na gravação em duas pequenas entrevistas. Na primeira há uma frase incompleta por causa da edição. “[A] reação da sociedade a tudo aquilo que nos abalou neste ano”, diz, numa referência à morte do reitor.

Os policiais federais viram aí um indício de crime porque, atrás dele, havia uma faixa com críticas aos responsáveis pela Ouvidos Moucos. "Agentes públicos que praticaram abuso de poder contra a UFSC e que levou ao suicídio do reitor", dizia o cartaz que estampava fotos de Erika Marena, da juíza Janaína Cassol, que decretou a prisão de Cancellier, e do procurador da República André Bertuol, responsável pela operação no Ministério Público Federal.

Também no vídeo aparecem uma faixa (“Não ao abuso de poder”) e pequenos cartazes onde se lê “Universidade rima com verdade e liberdade. Quem matou o reitor?”. O chefe de gabinete da reitoria não faz menção à delegada nas entrevistas.

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